Desde a última segunda-feira, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) apreendeu 34 redes de arrasto durante uma semana de fiscalização da pesca predatória no litoral paranaense. O secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Rasca Rodrigues, determinou a intensificação da fiscalização dos barcos de pesca em toda a orla devido à mortandade anormal de peixes – que já chega a cinco toneladas – e animais marinhos encontrados nas areias de todos os balneários desde o início de janeiro.

?Estamos estudando alterações na legislação para restringir ainda mais a pesca no estuário lagunar paranaense, considerado um dos maiores berços de reprodução. O IAP continuará sendo rígido quanto a fiscalização e autuação de embarcações que praticam a pesca?, declarou o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Rasca Rodrigues.

Os peixes encontrados estão sendo descartados por pescadores que praticam o arrasto do camarão e chegam à orla, geralmente espécies de baixo valor comercial como o roncador branco. ?A pesca do camarão foi liberada no último dia 31 de dezembro e, por este motivo, os pescadores querem aumentar seus lucros de maneira rápida e destrutiva. Não podemos permitir que essas ações continuem?, enfatizou Rasca, lembrando que as blitze ocorrerão durante o dia e à noite, ininterruptamente.

O chefe do escritório regional do IAP do litoral, Reginato Bueno, disse que as redes estavam em 17 embarcações vistoriadas, que também foram notificadas por estarem em locais impróprios ou sem a documentação necessária para a pesca de arrasto de camarões. De acordo com portaria do Ibama (que determina a distância da costa permitida para pesca de arrastão), barcos de até dez toneladas devem pescar entre a primeira e a terceira milha a partir da costa – cada milha representa 1.852 metros. Já embarcações acima de dez toneladas devem pescar a partir da terceira milha. ?Os proprietários dos barcos em situação irregular têm as redes apreendidas e devem comparecer ao escritório do IAP para esclarecimentos?, acrescentou. (AEN)