Sob controle

HU de Londrina espera reabrir leitos até segunda

O Hospital Universitário (HU) de Londrina vai tentar reabrir sua unidade de terapia intensiva (UTI) e o seu pronto-socorro (PS) até a próxima segunda-feira. Ontem, uma reunião entre a direção do HU e dos demais hospitais da cidade, como Evangélico e Santa Casa, foi feita para tentar solucionar a falta de leitos de UTI.

A UTI e o PS do HU não recebem novos pacientes há dez dias, desde que o hospital divulgou que a bactéria Klebsiella spp, resistente a diversos tipos de antibióticos, foi detectada no hospital. Já foram confirmados 16 casos de pacientes do UTI que estão colonizados com a bactéria, mas que ainda não apresentaram infecção.

Propostas de outros hospitais para ajudar na situação, como adaptação de leitos de UTI e equipamentos, devem ser entregues até amanhã. A direção do HU ressaltou que a falta de leitos não é exclusividade do hospital, mas um problema do município.

“Sempre faltaram leitos de UTI, não é só por causa dessa situação. O que enfrentamos agora é o pico do problema, mas até o final de semana esperamos regularizar a quantidade de leitos e reabrir o PS no máximo segunda-feira, embora a gente queira que isso aconteça até antes”, avisa o diretor do HU, Francisco Eugênio de Souza.

O diretor fez questão de ressaltar que a detecção precoce da bactéria no HU só aconteceu por conta do bom trabalho realizado pela equipe médica. “São pouquíssimos os hospitais que têm um controle como nós temos. É porque mantemos essa vigilância em todos os pacientes que aqui se internam. Esse controle faz com que se consiga interromper qualquer ciclo”, afirma.

Novos exames

Mesmo após o resultado do exame de dez pacientes do PS ter dado negativo quanto à colonização da bactéria, ontem foi coletado novo material para refazer o exame, cujo resultado deve sair até amanhã.

A Klebsiella é uma bactéria típica de ambiente hospitalar. No entanto, no caso do HU de Londrina, ela se tornou resistente a antibióticos. Entre os problemas que podem aparecer estão infecção sanguínea, urinária ou pneumonia.

Em casos mais avançados, o microorganismo pode levar à morte do paciente. Caso a infecção venha a se desenvolver, a única opção que em laboratório se mostra eficaz é o antibiótico tigeciclina, embora ainda não se saiba qual o seu efeito em humanos.