O Hospital Pequeno Príncipe (HPP), em Curitiba, está com um déficit anual de R$ 7,5 milhões. A razão disso, segundo a diretoria do hospital, é o atual contrato de valor fixo estabelecido há cinco anos com o Sistema Único de Saúde (SUS).

A administração afirma que está trabalhando para reverter essa situação, parte desse trabalho foi efetuado ontem, em uma reunião com o deputado Ney Leprevost, presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Paraná.

Anualmente, o HPP, referência em pediatria, presta uma média de 360 mil atendimentos, 90 mil consultas e 23,5 mil internamentos, além de realizar cerca de 16,5 mil cirurgias no mesmo período.

O diretor do HPP, José Álvaro Carneiro, explica que “esse tipo de contrato não prevê que os preços aumentem, o que aconteceu muito de lá para cá. Agora estamos trabalhando para conseguir dinheiro para solucionar essa questão. Por mais que tenhamos muitos programas de captação de recursos na comunidade, a maioria deles é aplicada em investimento e não no custeio”, diz.

Parte dessa solução, segundo o deputado, está numa emenda de R$ 1,5 milhão que ainda depende da aprovação do governador Orlando Pessuti. “Vamos marcar uma reunião para que essa quantia seja liberada o quanto antes. Também pretendemos conseguir a conclusão das duas últimas fases do Hospital Regional Infantil de Campo Largo”, ressalta o deputado.

Essa ação irá aumentar o número de leitos de 30 para 150. Carneiro estima ainda uma visita ao Ministério da Saúde para tentar alterar o contrato de valor fixo entre o HPP e o Sus.