Foto: Fábio Alexandre

José Horácio Aboudib.

Curitiba pode ser a terceira cidade no País a possuir um banco de pele. O tema foi um dos tópicos discutidos no 44.º Congresso Brasileiro de Cirurgia Plástica, realizado na cidade até amanhã, reunindo profissionais da área de todo mundo. Outras novidades, como cirurgias cada vez menos agressivas, o uso de células-tronco nos procedimentos, avanços nas lipoaspirações, e alertas dos médicos no que se refere à escolha de um profissional habilitado, também foram debatidos.

Entre os temas estava a possibilidade de o Hospital Evangélico, em Curitiba, ter um banco de pele. Ainda não se sabe quando, pois tudo está em fase de projeto, mas os médicos estão otimistas em conseguir os recursos (cerca de R$ 500 mil). Tudo está em fase de apreciação pela Vigilância Sanitária Estadual. ?O transplante de pele pode ser a diferença entre a vida e a morte de um paciente que teve grande parte de seu corpo queimado?, disse o chefe do Setor de Queimados do hospital, Luiz Calomeno. O Paraná é o quinto estado brasileiro onde mais se faz cirurgias plásticas.

Plástica

Um dos temas que será discutido hoje no congresso é o uso de células-tronco em cirurgias plásticas. De acordo com o membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), José Horácio Aboudib, os médicos não estão muito longe de uma realidade surpreendente, que é criar novos órgãos por meio das células-tronco. ?Hoje, cria-se qualquer célula do corpo humano com as células-tronco, mas criar novos órgãos ainda não é possível?, comentou. Durante o congresso, outro tema bastante discutido no mundo inteiro veio à tona: o transplante de face, procedimento que ainda não é realizado no Brasil. ?Temos a capacidade técnica para realizar cirurgias desse tipo, mas a rejeição dos pacientes e o custo ainda são bastante altos?, disse.

Aboudib explicou que vive-se um momento bom no Brasil no que diz respeito às cirurgias de abdome. ?Estamos conseguindo realizar cirurgias com menores índices de agressividade e maior efetividade. Novas técnicas permitem diminuir o deslocamento da pele, associar a lipoaspiração e ter um resultado muito mais belo. Com isso temos conseguido aumentar a segurança para o paciente?, explicou. Ele lembrou a importância de realizar uma plástica com um médico que seja membro da SBCP, que, além da faculdade de Medicina, estuda mais dois anos de Cirurgia Geral e mais três, de Cirurgia Plástica. ?O que temos hoje no Brasil é que a maioria das cirurgias plásticas são feitas por médicos não preparados e em locais inadequados?, afirmou.