Pelo menos 25 funcionários do Hospital e Maternidade São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), foram demitidos nas últimas semanas. Seguindo uma readequação na administração do hospital, a Secretaria Municipal de Saúde não descarta novas demissões.

A administração municipal garante que o corte no pessoal não vai afetar o atendimento, porque havia excesso de profissionais. “No projeto de ampliação do hospital estavam previstas cinco salas cirúrgicas. Dessas, temos hoje duas funcionando e, para atendê-las, há dez instrumentadoras. Nem cabem todas elas lá”, exemplifica o secretário de Saúde, Alan César Diório.

Segundo o secretário, a folha de pagamento mensal do hospital é muito cara. “As adequações estão sendo feitas dentro da realidade do hospital e têm caráter técnico”, justifica. O local comporta em torno de 90 leitos e, no total, são 600 funcionários, sendo 450 no próprio hospital e outros 150 na unidade pré-hospitalar instalada na Avenida Rui Barbosa.

Depois de muitas dificuldades, o hospital passa por uma tentativa de municipalização. “Queremos um quadro clínico completo para São José dos Pinhais, que ainda não temos hoje e, por isso, precisamos mandar nossos pacientes para Curitiba, o que causa fila, espera e sofrimento”, diz Diório.

Dentro do processo de readequação do hospital, que prevê a ampliação dos serviços, a nova gestão municipal pretende contratar em caráter emergencial os profissionais que forem necessários e, depois de aproximadamente 180 dias, realizar concurso público.

“Enfrentamos dificuldades financeiras há muito tempo e precisamos fazer com que as despesas fiquem dentro do orçamento”, completa o secretário. No último semestre, o custo mensal do hospital era de R$ 1,4 milhão.

Pagamentos

Os funcionários que foram demitidos no último dia 22 reclamam ainda não terem recebido o salário referente ao mês de janeiro, nem o valor da rescisão de contrato.

O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Curitiba e Região (Sindesc) vai representa-los e estipulou prazo até hoje para que a administração do hospital se manifeste, antes de apelar para medidas jurídicas. O secretário de Saúde garante que até hoje a situação desses trabalhadores deve ser resolvida.