Depois de enfrentar uma temporada complicada, a direção do Hospital Nossa Senhora dos Navegantes, em Matinhos, no litoral do Estado, garante que os problemas enfrentados até poucos meses atrás estão sendo resolvidos, à espera da conclusão de três licitações.
Falta de medicamentos, equipamentos com defeito, como o de raio-X, kombis ocupando o lugar de ambulâncias e ausência de médicos foram algumas das reclamações da população publicadas por O Estado só no último ano.
Em época de temporada, quando a procura por atendimento triplica no município, a falta de planejamento fica ainda mais evidente. As reclamações quanto à precariedade do hospital, no entanto, vêm desde muito tempo antes da última temporada. Em fevereiro do ano passado, a equipe de O Estado já havia registrado a falta de ambulâncias e o atendimento precário.
Tão antigas quanto as reclamações são as promessas feitas por quem está à frente da administração do hospital. Em fevereiro de 2008, o então secretário da Saúde de Matinhos, Jeferson de Azevedo, garantia que as ambulâncias estavam no conserto e em pouco tempo estariam de volta à ativa, o que não aconteceu.
Na semana passada, O Estado voltou ao Nossa Senhora dos Navegantes e conversou com Luiz Antonio do Nascimento, que assumiu a direção no início deste ano. Segundo ele, os problemas enfrentados hoje são herança da antiga administração. “Os problemas aconteceram porque era fim de gestão e o prefeito da época abandonou o hospital. Começamos o ano com a maternidade fechada”, lembra.
Medicamentos não estariam mais faltando, garante Nascimento. No entanto, o transporte de pacientes continua sendo feito por kombis ao invés de ambulâncias. A direção justifica que uma licitação para compra de duas ambulâncias já está em andamento.
Além dessa, uma licitação para compra de medicamentos e outra para reforma dos postos de saúde e do hospital também estão tramitando, segundo o diretor. “Normal ainda não está (sobre o atendimento). Contamos com a ajuda do Corpo de Bombeiros no transporte de pacientes. Mas até agosto estará tudo normalizado”, confirma Nascimento.
Segundo o diretor do hospital, o centro cirúrgico e o aparelho de raio-X – que no início do ano ficou sem filme, inviabilizando o procedimento – do hospital estão funcionando. Há dois médicos o dia todo para atender as cerca de 150 a 180 pessoas que procuram a instituição diariamente.
“É preciso um trabalho de conscientização para as pessoas procurarem primeiramente o posto de saúde mais próximo de sua casa, e não vir direto ao hospital, que vai atender prioritariamente os serviços de urgência e emergência”, explica o diretor.
Desde janeiro duas das seis unidades de saúde do município, as de Mangue Seco e Sertãozinho, ficaram sem médico, problema resolvido na última semana. “Havia dificuldade porque, mesmo oferecendo salário de R$ 9 mil para carga de oito horas diárias, não havia interessados”, diz Nascimento.
Nesta semana, um enfermeiro e três técnicos em enfermagem chamados por concurso público também já começaram a trabalhar no hospital. As alas de internamento e pediatria devem reabrir em 15 dias.


