Foto: Ciciro Back/O Estado

Urologista Luiz Carlos Rocha: "Medicamento é inteiramente de um laboratório nacional".

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Um novo remédio inteiramente desenvolvido no Brasil promete substituir o popular Viagra, para aliviar um mal que aflige cerca de 40% da população masculina mundial: a disfunção erétil, conhecida popularmente como impotência sexual. A nova droga será testada em 25 voluntários curitibanos que já estão sendo selecionados e as pesquisas devem começar ainda no mês de maio. "Trata-se de um novo medicamento para a disfunção desenvolvido inteiramente em um laboratório nacional, o que deve baratear a utilização", explica o urologista Luiz Carlos de Almeida Rocha, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Urologia. Vale lembrar que o Brasil é o segundo maior consumidor de Viagra do mundo, só perdendo para os Estados Unidos.

A seleção dos voluntários e administração da pesquisa em Curitiba está a cargo do Serviço de Urologia do Hospital de Clínicas, coordenado por Rocha. Além do preço, o médico afirma que pesquisas como essas são muito importantes por se tratar de um distúrbio envolto em tabu, o que dificulta o tratamento. Especula-se que apenas 30% dos homens que sofrem com a disfunção procurem ajuda médica. De acordo com o urologista, mesmo a quantidade de pessoas que sofrem do mal pode ser maior do que as médias divulgadas. "Uma pesquisa recente no Canadá apontou que 56% dos homens do país sofrem algum tipo de disfunção erétil. O grande problema em tratar é que ninguém gosta de admitir um problema como esse", conta.

Rocha diz que, no caso da disfunção, a busca por ajuda também é motivada por vergonha. "O paciente só vai ao médico quando isso começa a afetar sua vida sexual com a parceira ou quando tem uma grande decepção." E, ao contrário do que muita gente pensa, disfunção erétil não é uma doença, e sim, um distúrbio, avisa o médico. "Pode ter diversas causas: psicogênica (psicológica), vascular e hormonal, por exemplo, e afeta homens de qualquer idade", revela. E o sintoma, quando tratado de forma correta, quase sempre pode ser curado. "O que se deve levar em conta é que a atividade sexual é, a exemplo de comer, respirar, dormir e pensar, uma necessidade humana."

Pesquisa

Segundo Rocha, os voluntários não correm risco algum em participar da pesquisa da nova droga, que já está em fase final para o lançamento comercial. Mas quem quiser participar terá que respeitar alguns termos. "Só podem participar maiores de 18 anos. Como a droga é de uso oral, não poderemos testá-la em pacientes que necessitem de medicamente intravenoso ou que tenham problemas de ordem orgânica grave", explica o médico. Para participar os interessados devem ligar para (41) 3254-5007. 

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