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Grupo de convivência não deixa ninguém parado na CIC

Caçadores descobriram grupo que faz roupas de tricô, crochê e bordados

  • Por Carolina Gabardo Belo

No grupo de artesanato em que a integrante mais jovem está próxima da casa dos 60 anos de idade, o que se percebe é a disposição das senhoras do grupo de convivência na Vila Osvaldo Cruz II, na CIC. E elas não são as únicas. Na redondeza estão em atividade pelo menos outras duas iniciativas semelhantes, que juntas reúnem mais de 80 pessoas que não estão nem um pouco interessadas em passar a terceira idade em casa.

A produção de roupas de tricô, crochê ou bordados não tem fins lucrativos. O real objetivo dos encontros é socializar e fazer novas amizades, além de participar de confraternizações durante o ano. O recurso levantado com a venda dos produtos é revertido para o próprio grupo, que realiza festinhas e compra presentes para as integrantes em datas comemorativas.

Marco Andre Lima
Maria Aparecida saiu da depressão.

“Temos que fazer alguma coisa, senão a gente fica em casa assistindo tevê e vendo a vida passar”, diz um dos únicos homens que integra o grupo, o aposentado Teófilo Dilik, 62. Ele se mudou para a CIC depois que deixou o município de Telêmaco Borba e veio acompanhado por sua esposa Dirce Dilik, 58, que viu na participação dos grupos um estímulo para a recuperação após duas cirurgias na região do pescoço para a retirada de tumores.

Além da história de Dirce, são vários os relatos de melhora na qualidade de vida depois da entrada no grupo. Ana Zaluski, 60, passava os dias em frente à tevê. Jamile Verchai, 75, não se incomoda em sair com duas bengalas que usa por conta de problemas no joelho para ir aos encontros na Igreja da Sagrada Família e Maria Aparecida Felipe, 67, garante que saiu de uma depressão. “Minha vida era só chorar a morte do meu marido. Não comia nem dormia, cheguei aqui um caco”, lembra. Mesmo com histórias de vida diferentes, todas concordam com Mara Dinacir, 68, que sente falta quando não pode comparecer ao um encontro de segunda-feira.

Marco Andre Lima

Sem remédio

Usuária do sistema público de saúde, a vendedora de caldo de cana Dazilma Scholocobier, 66, acredita que o estoque de medicamentos poderia ser melhor abastecido na unidade de saúde. “Às vezes falta remédio”, conta. Além disso, reclama da demora para agendar  exames. “Temos que esperar demais”.

Barulhento

O comércio na Vila Osvaldo Cruz é movimentado, mas os moradores ficam de orelha em pé quando o volume passa dos limites. As propagandas das lojas com caixas de som nas calçadas são as que mais atrapalham. “É muito barulhento, são vários estabelecimentos, um mais alto que o outro”, reclama a aposentada Elizabeth Nascimento.

Marco Andre Lima

Melhorou

Depois da instalação da Unidade Paraná Seguro no bairro, os moradores garantem que a sensação de insegurança não toma mais conta da vi,la. De acordo com eles, agora dá pra sair de casa tranquilo. “Posso sair com a chave na mão, com o celular aparecendo. Antes passava um moleque de bicicleta e levava”, lembra a dona de casa Izabel Turco, 66.

Promessa de asfalto

Sobre a matéria “Falta pavimentação”, a prefeitura de Fazenda Rio Grande informa que asfaltou 70 quilômetros nos últimos três anos, entre elas ruas nos bairros Eucaliptos, Iguaçu e Gralha Azul, e pretende ter 100% do perímetro urbano asfaltado até 2014. Nesta semana começa a pavimentação de 13 ruas dos bairros Nações e Santarém. Obras em outros locais estão em planejamento. A Tribuna está de olho!

Fogo e lixo na JK

A Tribuna flagrou duas situações na Avenida Juscelino Kubitschek de Oliveira e no Contorno Sul, que cortam a CIC ao meio: focos de incêndio e muito lixo espalhado pelos canteiros ao longo da rodovia, apesar das placas indicarem a proibição.

Gerson Klaina

Veja na galeria de fotos o grupo de artesãs.

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