Neste oitavo dia de paralisação dos trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) os funcionários de Curitiba devem começar a manhã com um “panelaço” na frente do prédio central dos Correios, no Rebouças.
Os funcionários da ECT em Curitiba fizeram ontem na Boca Maldita o “enterro” simbólico do diretor da regional da ECT no Paraná, Itamar Ribeiro, e do presidente da empresa, Carlos Henrique Custódio.
Mais uma vez, ontem à tarde eles decidiram pela manutenção da greve, em assembleia realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom-PR).
“A greve só continua por intransigência da empresa. Todos os anos é a mesma enrolação e a ECT deixa para apresentar proposta na última hora, quando marcamos o indicativo de greve”, reclama o secretário-geral do Sintcom-PR, Nilson Rodrigues dos Santos.
Amanhã acontece uma audiência entre a estatal e os trabalhadores no Tribunal Superior do Trabalho (TST), para se tentar chegar a um acordo. “Como vem acontecendo nos últimos anos, nosso acordo costuma sair em audiências no TST, onde mais uma vez vamos tentar construir uma proposta alternativa”, espera o sindicalista.
Dos 35 sindicatos regionais dos empregados, nove votaram pelo fim da greve. Os outros continuam de braços cruzados, mantendo 30% do efetivo no trabalho, conforme determinação judicial da última segunda-feira.
É preciso que pelo menos 18 sindicatos aprovem a volta ao trabalho para que a paralisação acabe. A reivindicação é de aumento linear de R$ 300 e reposição de 41,03% em perdas salariais.


