Foto: Daniel Derevecki

Grevistas na sede da empresa.

A greve dos trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), iniciada na última quarta-feira, deve fazer com que, diariamente, 1,2 milhão de correspondências simples deixem de ser entregues no Paraná, além de 60 mil cartas registradas e 30 mil Sedex, segundo o Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom-PR).

Durante todo o dia de ontem, os grevistas permaneceram concentrados em frente das 360 unidades de distribuições dos Correios no Estado. Em Curitiba, o movimento maior aconteceu em frente à sede da empresa, na Rua João Negrão. ?Cerca de 80% da área operacional dos Correios – que envolve principalmente carteiros e operadores de transbordo e triagem – já aderiu à greve. Vamos trabalhar para conseguir novas adesões?, disse o secretário-geral do Sintcom-PR, Nilson dos Santos.

A categoria pede reajuste de 47,77% e aumento real de R$ 200. A última proposta dos Correios foi de 3,74% de reajuste e aumento de R$ 50 a partir de janeiro de 2008. Uma nova reunião entre os trabalhadores dos Correios e a empresa aconteceu na noite de ontem, em Brasília, para tentar uma nova negociação. Até o fechamento desta edição, a reunião ainda não tinha terminado. Hoje pela manhã um novo ato está programado em frente ao prédio central dos Correios, em Curitiba, e, às 15h, uma passeata está prevista para sair da Rua João Negrão, com destino à Praça Santos Andrade.

Por meio de sua assessoria de imprensa, os Correios no Paraná informaram que um plano de contingência foi elaborado para evitar que a greve gere maiores prejuízos à população. Ontem, como os grevistas fecharam as entradas da sede da empresa, os trabalhos de tratamento, recebimento e expedição de correspondências, normalmente realizados no prédio central, foram feitos em um espaço do quartel-general do bairro Pinheirinho.

Os Correios negaram que, na área operacional, a adesão à paralisação fosse tão alta como o índice de 80% apontado pelo Sintcom-PR. Ontem, a empresa trabalhava com uma estimativa de 45%, com adesão maior entre os carteiros. No quadro geral de funcionários, a estimativa era de 25 a 30% e o atendimento nas agências não teria sido comprometido.