Em assembléia realizada no fim da tarde desta segunda-feira (7), ficou decidido que a greve irá continuar, pelo menos até o dia 15, quando será julgada em definitivo no Tribunal Supremo do Trabalho (TST), em Brasília.

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Segundo o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Paraná (Sintcom-PR), Nilson Rodrigues dos Santos, as principais reivindicações são a incorporação do adicional de risco de 30% ao salário e um reajuste salarial de quase 45%. ?Foi assinado um termo de compromisso pelo Ministro das Comunicações (Hélio Costa) e pelo Presidente dos Correios (Carlos Henrique Custódio) no qual concordavam com os nossos pedidos, mas não foi cumprido?, afirmou.

Outro ponto discutido é a elevação do piso salarial, cerca de R$ 603, para R$ 1.190. De acordo com Nilson, é exigido também que os trabalhadores tenham uma participação nos lucros da empresa. ?Queremos que esses lucros sejam distribuídos de maneira linear?. Segundo ele, foi preciso fazer a greve como uma forma de pressionar o Governo a cumprir o que já foi prometido. ?Não gostamos de fazer greves, mas fomos obrigados. O Governo é o responsável por isso?, finalizou. Cerca de 75 a 80% dos trabalhadores aderiram a greve.

Segundo a assessoria de imprensa dos Correios do Paraná, a situação é atípica e já há uma liminar que obriga pelo menos 50% da categoria a trabalhar, caso contrário, a multa é de R$ 30 mil. ?Não esperávamos por essa greve. O prejuízo é grande, pois os serviços começam a atrasar. Há um grande esforço da nossa parte para impedir que isso aconteça?, resumiu a assessoria. ?O principal problema foi mesmo a questão do adicional de 30% nos salários. Vamos esperar até o dia 15 para sabermos o que fazer?, complementou.

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*Mais informações no jornal O Estado do Paraná e Tribuna do Paraná desta terça-feira.