Transporte coletivo

Greve de ônibus em Foz do Iguaçu encerra após acordo com empresa

Ônibus em Foz do Iguaçu
Foto: Prefeitura de Foz do Iguaçu / divulgação.

Os trabalhadores do transporte coletivo de Foz do Iguaçu encerraram a greve da categoria nesta terça-feira (28/04), após mais de 24 horas de paralisação. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários Foz e Região (Sitro-fi), o serviço foi normalizado, com 100% da frota em operação.

A greve iniciou na segunda-feira (27/04). Os trabalhadores reivindicavam reposição salarial, cesta básica digna e reajuste do adicional por “dirigir e cobrar”. Rodrigo Andrade, presidente do Sitro-fi, explicou que a Viação Santa Clara (Visac) resistiu ao garantir benefícios essenciais para a categoria. Durante a paralisação, o transporte público nos horários de pico foi mantido para reduzir os impactos à população.

Após uma reunião mediada pelo Ministério Público do Trabalho nesta tarde de terça-feira, a empresa garantiu que continuará realizando o pagamento do adicional de função “dirige e cobra” aos motoristas.

Em nota à imprensa, a Viação Santa Clara informou que o adicional estava sem validade, em razão da ausência de acordo coletivo vigente à época. “O contrato firmado entre a VISAC e o Município estabelece que quaisquer benefícios concedidos aos trabalhadores após a assinatura contratual, decorrentes de Acordo Coletivo de Trabalho, devem ser incorporados aos custos operacionais e os valores repassados à empresa”.

A viação esclarece que apesar do município não fazer o repasse do valor do adicional, ela vem mantido integralmente o pagamento do “dirige e cobra” aos seus motoristas. Em contrapartida, a Prefeitura de Foz do Iguaçu explica que esse benefício já existe desde 2019 e nunca deixou de ser pago aos trabalhadores. “Trata-se, portanto, de custo trabalhista ordinário, conhecido e previsível, que deveria ter sido considerado pela empresa na formulação da proposta apresentada no processo licitatório”.

Com o acordo, os trabalhadores garantiram reajuste de 5% no piso salarial e aumento na cesta básica e natalina. Já o adicional por “dirigir e cobrar” foi mantido, mas sem reajuste.

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