Professores das sete universidades estaduais param hoje, deixando 120 mil alunos sem aulas. Ontem, o governador Beto Richa encaminhou à Assembleia Legislativa a mensagem do anteprojeto que corrige o salário dos 10 mil docentes das instituições de ensino superior em 31,73%, divididos em quatro parcelas anuais de 7,14%, para equiparação com o quadro técnico. A categoria fará assembleias durante o dia para avaliar a conjuntura e decidir se mantém o indicativo de greve para quinta-feira que vem.

“Vamos advertir o governo que não podemos mais esperar, após sucessivas promessas não cumpridas”, afirma Jeaneth Stefaniak, presidente do Sindicato dos Docentes da Universidade Estadual de Ponta Grossa (SINDIUEPG). Segundo a sindicalista, o projeto nada mais é do que o acordo firmado no início do ano. Mesmo em regime de urgência, o prazo de tramitação é de 45 dias”.

Mais pressão

E não são só os docentes das universidades que prometem fazer barulho hoje. O Fórum das Entidades Sindicais (FES), que representa 16 segmentos do funcionalismo público, marcou ato para 13h, em frente ao Palácio das Araucárias. A mobilização antecede a reunião do FES com a Secretaria da Administração e Previdência (Seap). Na pauta do encontro estão o pagamento de progressões e promoções, retomada das nomeações de concursos públicos, planos de carreiras, pagamentos de gratificações e solução para o déficit do ParanaPrevidência.

“As negociações com várias categorias estão paradas por causa do impasse na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)”, aponta a coordenadora do FES, Marlei Fernandes. Como atingiu o limite de gastos fixado pela LRF, o Estado está impedido de conceder reajustes e fazer contratações, e precisa achar a solução. “A receita tem crescido de forma significativa, portanto há recursos para assumir os compromissos assumidos com várias categorias”, acredita Marlei.