O coordenador do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT) no Paraná, David Gouvêa, que participou de uma reunião na última quinta-feira com o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, sobre o impasse na responsabilidade de manutenção de 945 quilômetros de estradas federais no Paraná, afirmou que é necessário rapidez na solução do problema. ?No caso da BR-476, que já está com a ponte em São Mateus do Sul interditada, se não forem realizados reparos urgentes em toda a rodovia, chegaremos ao ponto que será necessária total reconstrução, o que é muito mais caro?, disse.

Ontem, o DNIT enviou a Brasília um relatório sobre a situação desses trechos. O documento vai embasar um estudo que a Procuradoria do Ministério dos Transportes apresentará ao Tribunal de Contas da União. Gouvêa explicou que sua esperança é que o estudo consiga encontrar alguma brecha jurídica para que o órgão possa fazer obras de emergência ao longo dessas vias. ?Esse imbróglio não significa que o DNIT não quer fazer os reparos. Mas, assim como o governo estadual, estamos legalmente impedidos?, explicou.

De acordo com Gouvêa, a situação que mais preocupa o DNIT no Estado é a da ponte de Guaíra, na BR-272, sobre o Rio Piquiri. ?Ela apresenta problemas na sua fundação, na laje e no passeio. Corre sério risco de colapso.? A ponte, no entanto, não está interditada. A ponte de São Mateus continua fechada para tráfego pesado, aberta apenas para trânsito local. O Ministério dos Transportes deve dar uma posição sobre o impasse na próxima quarta-feira.

Prefeitos

Mas prefeitos das cidades servidas pela BR-476 que participaram da reunião esperavam sair de Brasília com a situação resolvida. Insatisfeitos, eles organizam, para a próxima semana, uma interdição por tempo indeterminado entre União da Vitória a Lapa como maneira de pressionar.