Lucimar do Carmo / GPP
Lucimar do Carmo / GPP

Se equilibrar com a bandeja na mão
é o desafio dos profissionais.

Na sua 35.ª edição, a tradicional Corrida dos Garçons aconteceu ontem, na Avenida Manoel Ribas, no bairro de Santa Felicidade, em Curitiba. É a sétima vez que a corrida acontece no local, que possui um calçamento de paralelepípedo centenário, irregular, trazendo todas as condições favoráveis para os participantes espatifarem as garrafas no chão, escorregarem e caírem, como de fato ocorreu em várias ocasiões.

Um dos coordenadores do evento, Edilton Stival, conta que a novidade dessa edição ficou por conta do uso de três garrafas de refrigerante tamanho médio, ao invés das de cerveja. ?Isso faz parte de nossa campanha ?sem álcool para jovens??, explicou. A prova consiste em percorrer 250 metros com bandeja e garrafas. A queda delas resulta em desclassificação.

Segundo Stival, inscreveram-se quinhentos garçons, dos quais cerca de 50 eram mulheres, divididas em quatro categorias. Na categoria masculina até 30 anos, o vencedor foi Valdair Bueno e na masculina de 31 a 45 anos, Márcio Ribeiro. O vencedor da categoria masculina acima de 46 anos foi Ulisses Oliveira Prado. Terezinha Ribeiro ganhou na feminina livre e, de acordo com a organização, essa foi sua sétima vitória. Os primeiros três colocados de cada categoria foram premiados, num total de R$ 5 mil.

Técnica e sorte

O ex-garçom e ex-competidor Ariel Kokawoski, explica que para evitar tremer a bandeja demais, o melhor é apoiá-la nas pontas dos dedos, ao invés de colocá-la sobre a palma da mão. ?Desse modo, os dedos diminuem as oscilações?, explica. Kokawoski diz que é importante também utilizar um sapato com solas de borracha, para não escorregar. Ele afirma que participou de onze corridas, ganhando várias delas em sua categoria, mas precisou parar em 2000, por problemas no joelho.

Embora participantes veteranos tenham suas técnicas para diminuir o impacto na corrida sobre a bandeja, Stival afirma que o principal é sorte.