A Fundação Pró-Renal, entidade que atende pessoas carentes portadoras de enfermidades renais e metabólicas, completa 20 anos de existência no próximo dia 16 de julho. Com sede em Curitiba e atuação em todo Paraná e Oeste de Santa Catarina, a entidade assiste mensalmente cerca de 1.600 pessoas, com renda familiar média de até meio salário mínimo.

“A Pró-Renal nasceu com o objetivo de melhorar a qualidade no atendimento de pacientes carentes vítimas de problemas renais”, conta o médico nefrologista e presidente da fundação, Miguel Riella. “Nos próximos doze meses, devemos expandir nossas atividades para os estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo”.

Além de consultas gratuitas com clínicos gerais e nefrologistas, a instituição oferece a seus beneficiários medicamentos, cestas básicas e assistência social. Só em 2003, foram realizadas 6 mil consultas ambulatoriais, 1.500 consultas odontológicas, distribuídos cerca de 1,5 milhão de medicamentos e cerca de 7 mil suplementos alimentares.

“Contamos com uma equipe grande de profissionais, entre psicólogos, nutricionistas, nefrologistas, clínicos gerais, dentistas e assistentes sociais” enumera Riella. “Além de tratar as pessoas doentes – que costumam vir de todas as regiões do Brasil – eles fazem trabalhos de prevenção, informando a população sobre as formas de evitar os problemas renais.”

Cerca de 90% da receita da instituição é proveniente de doações feitas através das contas de luz, água e telefone. Os outros 10% são arrecadados com a promoção freqüente de eventos, como jantares, palestras e festas beneficentes.

Pesquisa

A Pró-Renal também se dedica a pesquisas científicas. Atualmente, graças a uma parceria com a PUCPR, a entidade vem desenvolvendo estudos para que, no futuro, os portadores de diabetes insulino-dependente (tipo 1) possam controlar melhor a doença e até dispensar o uso de injeções diárias de insulina.

Esperança

Graças a essa pesquisa, os profissionais da fundação e da universidade já conseguiram isolar células produtoras de insulina retiradas do pâncreas de cadáveres. A expectativa é de que, ainda este ano, estas células possam ser implantadas no fígado de pacientes diabéticos previamente selecionados. “A técnica já é utilizada no Canadá e esperamos que, em breve, possa ser utilizada pela Fundação Pró-Renal, livrando alguns pacientes das injeções de insulina”, finaliza o nefrologista.