Treze dias depois do início da greve, os trabalhadores da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) voltam hoje ao trabalho no Paraná. A previsão da empresa é que sejam necessários até dez dias para colocar as correspondências em dia em todo o Estado. Durante a paralisação, mais de 2,7 milhões de correspondências não foram entregues no Paraná.

Para isso, os empregados vão trabalhar em fins de semana e fazer horas extras. Segundo a assessoria de imprensa dos Correios no Paraná, serão colocados mais veículos para apoiar o trabalho de distribuição e o esquema de triagem de objetos será mais detalhado para diminuir o trabalho final.

Com o enfraquecimento do movimento nacional, a volta ao trabalho no Estado foi decidida ontem. No Paraná, os funcionários continuaram relutantes e não aprovaram a proposta dos Correios para renovação do acordo coletivo de trabalho, que já foi aceita por pelo menos 16 dos 35 sindicatos espalhados pelo País. Para que a proposta tenha validade, ela deve ser aceita por pelo menos 18 sindicatos da categoria.

Agora, espera-se que pelo menos dois dos sindicatos que recusaram a proposta façam nova assembleia e mudem a decisão para que o acordo seja fechado. O secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom-PR), Nilson Rodrigues dos Santos, não descarta uma nova greve por causa das divergências.

A proposta dos Correios inclui reajuste de 9%, além de aumento linear de R$ 100 a serem pagos a partir de janeiro de 2010, com a condição de que o acordo tenha validade por dois anos (principal ponto de discordância alegada pelos trabalhadores grevistas).

Em contrapartida, quando começaram a greve os trabalhadores reivindicavam aumento real de R$ 300 e reposição das perdas salariais, calculadas pela categoria em 41,03%. A decisão sobre o reajuste ficará a cargo do Tribunal Superior do Trabalho.