Funcionários do Centro de Educação Infantil Semeando o Futuro, no bairro São João, e que é conveniado à prefeitura de Curitiba, realizaram uma manifestação ontem em frente à sede da instituição. Eles afirmam que estão sem receber salários desde novembro e passando por dificuldades financeiras.

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“Estamos trabalhando normalmente, mas não estamos recebendo. Estou tendo que emprestar dinheiro de outras pessoas para poder pagar minhas contas de água e luz. Isso não pode continuar assim. Queremos nossos salários”, disse a educadora Iole Costa, que é funcionária do centro há seis anos.

Outra educadora, Vanessa Mocelin Cresto, também se mostrava indignada. Sem remuneração, ela está encontrando dificuldades para sustentar os três filhos pequenos – de 1, 3 e 6 anos de idade – e arcar com as despesas.

“Comecei a trabalhar no centro há cinco meses e nunca recebi um único salário. Isto é constrangedor. Eu e meus filhos estamos dependendo de meu marido, que trabalha como pedreiro, para tudo”, afirmou.

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A presidente do centro, Aparecida Conceição Manuel, confirmou que os salários estão atrasados e disse que a situação se deve à suspensão do repasse de verba pela prefeitura ocorrido no último mês de janeiro, por problemas referentes a repasse de notas fiscais que estão sendo investigados pela Procuradoria Geral do Município (PGM).

“Tivemos problemas com notas fiscais relativas à compra de alimentação. Em função disso, a prefeitura suspendeu o pagamento de nosso convênio e não estamos tendo como pagar os funcionários”, declarou.

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A prefeitura, através de sua assessoria, confirmou que a entidade mantenedora do centro está tendo problemas com a prestação de contas desde o último mês de setembro.

Segundo o órgão, os responsáveis pela instituição fecharam a prestação de contas relativa a setembro e outubro apenas na última quinta-feira. Por isso, devem receber o valor referente a estes meses na próxima semana.

“Independente do problema com a prestação de contas, a prefeitura garante que as crianças matriculadas no centro não ficarão sem atendimento.” A administração municipal nomeou uma interventora que está acompanhando a situação da instituição.