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Clima dificulta a lavagem e secagem
e roupas pesadas pedem cuidados.

O inverno e o tempo úmido não agradam grande parte da população. Nessa época do ano e, em especial nas últimas semanas, com uma queda mais brusca das temperaturas, as pessoas evitam sair de casa para enfrentar o frio. O contato com água gelada passa a ser um sacrifício, e secar a roupa parece uma tarefa praticamente impossível.

Em contrapartida, para os proprietários de lavanderias, esse período proporciona um alto faturamento. Em alguns casos, os estabelecimentos que lavam, secam e passam as roupas aumentam entre 25% e 30% o seu faturamento. Rodrigo de Marco, proprietário da lavanderia Lavora, informou que na última semana o volume de roupas dobrou em relação aos primeiros meses do ano.

Somente na última semana, uma média de 500 peças passaram diariamente pelo processo de secagem no local. Ele destaca que a média normal ficava em torno de 150 peças. Com o movimento, o faturamento em um único dia pode ultrapassar R$ 1 mil. “Sem dúvida, o faturamento aumenta. E a loja recebe clientes de bairros mais distantes, com grandes quantidades de roupa”, diz.

A lavanderia trabalha com três funcionários, e, de acordo com o proprietário, o intenso movimento está impressionando: “Na tarde de terça-feira, uma fila se formou dentro da loja. Foi muita gente que veio buscar suas roupas”. A atividade que teve maior crescimento nessa época foi a secagem de roupas. “É um negócio rentável, em que se obtém lucro depois da conquista de espaço entre os consumidores. Assumi a lavanderia há três meses, mas ela já está no mercado há nove anos, então tem clientes fiéis. É preciso manter a qualidade dos serviços”, explicou.

Conrado Conzonieri, dono da lavanderia Presidente, informa que 80% de sua clientela é a mesma há vários anos, mas que nos meses de frio sempre ocorre um aumento no número de pessoas que procuram o serviço. A lavanderia presta lavagem a seco em roupas de grande porte (casacos, ternos, jaquetas, agasalhos). “A baixa temperatura contribuiu para o movimento no local. Principalmente porque as pessoas deixam as roupas guardadas por muito tempo, e nessa época passam a usá-las e precisam de uma limpeza adequada”, conclui Conrado.

“Não há um controle estatístico sobre a procura, mas em todo ano, de maio a julho, o movimento é grande, e chega a 25% a mais do que nos meses com temperaturas mais altas”, completa. A lavanderia Presidente funciona há 30 anos na capital, e Conrado é o dono do local há treze anos.

A lavanderia Caçula, do proprietário Olivo Nunes, teve aumento de 30% no volume de atendimentos nas últimas duas semanas. Olivo destacou que o tempo chuvoso, além do frio intenso, contribuiu para que as pessoas procurassem o serviço. “É uma época do ano em que normalmente a secagem das roupas lavadas em casa é dificultada pela umidade. Quem não tem máquina de secar em casa acaba procurando uma lavanderia. Daí a importância de prestarmos um atendimento de qualidade”, concluiu.