Frentistas do Paraná ameaçam entrar em greve caso não haja acordo sobre a convenção coletiva, cuja data-base é neste mês. O Sindicato dos Empregados em Postos de Combustíveis e Lojas de Conveniências de Curitiba, Região Metropolitana e Litoral do Paraná (Sinpospetro) reivindica 17,26% de reajuste salarial sobre o piso da categoria, de R$ 692. Só na capital e região, são cerca de 5 mil trabalhadores.

Após duas rodadas de negociação com os donos das revendas, representados pelo Sindicombustíveis-PR, o impasse persiste. “Chegamos a 1,5% acima da inflação para os salários, 10% de reajuste no vale-alimentação de R$ 260 e a correção da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) pela inflação”, detalha o presidente do Sindicombustíveis-PR, Roberto Fregonese. “Estamos trabalhando para chegar ao acordo com os trabalhadores, mas estão radicalizando. O que querem é totalmente impossível, a menos que aumente R$ 0,10 por litro de combustível para podermos pagar os funcionários, prejudicando o consumidor”, argumenta.

Negociações

Ontem os proprietários de postos fizeram assembleia para decidir a estratégia se não houver consenso na nova reunião de negociação marcada para segunda-feira, às 14h. “Caso se esgotem todos os meios de negociação e não haja acordo na mesa redonda no Ministério do Trabalho, vamos chamar a assembleia com indicativo de greve”, revela o presidente do Sinpospetro, Lairson Sena de Sousa.