Força-tarefa fiscaliza qualidade da água

Continua a polêmica sobre a liminar que concede à empresa Ouro Fino exclusividade sobre o uso de seus garrafões. Os distribuidores reclamam que pagaram pelos galões e mesmo assim estão atrelados à empresa.

A reunião feita ontem no Procon, para encontrar uma solução para o problema, foi infrutífera. Com base na troca de acusações entre as empresas envasadoras, o órgão decidiu criar uma força-tarefa para fiscalizar a qualidade da água consumida pela população.

Segundo o coordenador do órgão, Algaci Túlio, outros encontros vão ser marcados e a primeiro deles será com os distribuidores. Ontem, nenhum representante compareceu à reunião.

Devido à troca de acusações entre as empresas sobre a qualidade da água envasada, o Procon decidiu organizar uma força-tarefa incluindo Vigilância Sanitária, Departamento Nacional de Produção Mineral e Ministério do Trabalho, para fiscalizar o setor.

Enquanto isto, os distribuidores reclamam dos prejuízos. O proprietário da empresa Mercado Santo Antônio, Antônio Sloniak, conta que 75% dos seus galões têm a marca Ouro Fino. "Antes eu usava qualquer galão para envasar a água, em qualquer fonte, mas com essa liminar meu negócio está se tornando inviável", comenta. "Por que não posso trabalhar com outras marcas com os galões que eu comprei? Se não posso trabalhar com eles a Ouro Fino deveria comprá-los de volta."

Ouro Fino

Em nota, a empresa rebateu que "a Ouro Fino não mudou seu procedimento, sempre trocamos garrafões e continuaremos trocando, desde que eles obedeçam as leis existentes. O propósito da Ação Judicial é a proibição do envase dos garrafões com a logomarca da Ouro Fino e não a troca dos mesmos".

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