Três filhotinhos de onça pintada foram flagrados circulando “numa boa” pelo Parque Nacional do Iguaçu, na tarde desta segunda-feira (6). O registro foi feito pela equipe de biólogos responsável pelo monitoramento da espécie na reserva, que divulgou as imagens logo após o flagra. A descoberta dos bebês veio em boa hora e foi motivo de comemoração entre a equipe de preservação ambiental do parque já que, agora, a população de onças no local subiu de 22 para 25 indivíduos.

De acordo com a coordenadora do Projeto Onças do Iguaçu, Yara Barros, os filhotes têm aproximadamente dois meses de idade e a descoberta do sexo só poderá ser feita daqui a um ano e meio. “Quando eles atingirem a idade de separação da mãe nós vamos capturá-los para realização de todos os exames e avaliações necessários. Cada filhote vai ganhar um nome e também um rádio colar para monitoramento. Em seguida, eles serão soltos na floresta novamente”, explica. A medida garante que a equipe de biólogos esteja sempre de olho nas oncinhas, garantindo a preservação da espécie.

Para Yara, o nascimento de novas onças é motivo de comemoração. “Significa duas coisas. Primeiro que são mais animais da espécie em circulação e segundo, que todo o ecossistema está saudável, pois uma floresta que tem capacidade de sustentar onças pintadas indica que toda fauna está em harmonia”, celebra.

Foto: Carmel Croukamp/Projeto Onças do Iguaçu.
Mãe dos filhotes passa bem. Foto: Carmel Croukamp/Projeto Onças do Iguaçu.

Segurança dos animais

Tendo em vista garantir a segurança dos animais e alertar turistas a respeito de sua presença, Yara afirma que a administração do Parque Nacional do Iguaçú isolou a área onde as onças foram avistadas. Além disso, placas e folhetos serão colocados em locais estratégicos da reserva. “Vale chamar a atenção para que todos redobrem a atenção ao circular pelo parque, principalmente em relação aos níveis de velocidade no interior do local”, pondera.

Segundo a coordenadora do projeto, a onça “Atiaia”, mãe dos pequenos, passa bem e apresenta excelente estado nutricional. Há dois anos, ela já tinha dado à luz outro filhote, o machinho “Caiuá” – seu “filho mais velho” – do qual já está separada há um ano. Uma curiosidade: “Atiaia” em tupí-guaraní significa “raio de luz”. E “Caiuá”, “aquele que vive na floresta”.

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Foto: Carmel Croukamp/Projeto Onças do Iguaçu.
Filhotes têm aproximadamente dois meses. Foto: Carmel Croukamp/Projeto Onças do Iguaçu.

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