Decisão proferida

Filho de Bibinho vai a júri por colisão que matou 4

Acusado de ser responsável pela morte de quatro pessoas em um acidente de trânsito ocorrido em dezembro de 2009, o empresário Eduardo Abib Miguel, filho do ex-diretor-geral da Assembleia Legislativa do Paraná, Abib Miguel, o Bibinho, deve responder ao processo perante um júri popular. A decisão é da juíza substituta da 2.ª Vara Privativa do Tribunal do Júri, Cristine Lopes, divulgada nesta sexta-feira (7), que ainda classificou o crime como homicídio simples e lesão corporal, diferente da acusação inicial, que era de homicídio qualificado.

No texto da decisão, a juíza defende o encaminhamento do acusado ao júri popular, afirmando que há indícios suficientes no processo, como “a constatação, por parte das testemunhas, de terem visto o réu dirigir em velocidade excessiva, pouco antes dos fatos, tanto que quase ‘capotou’ seu veículo; de que o réu aparentava se encontrar embriagado; o laudo de constatação de sinais de embriaguez; a probabilidade do réu ter, por ocasião dos fatos, empreendido velocidade superior à permitida para a via; o fato de ter provavelmente passado no sinal vermelho”.

No entanto, o advogado do acusado, Eurolino Sechinel dos Reis, garante que a defesa vai entrar com um recurso. “Já tivemos uma vitória bastante grande que foi a redução de homicídio qualificado para homicídio simples, mas é claro que vamos recorrer”, comenta. O recurso deve ser feito assim que o advogado for notificado. Antes disso, a defesa não deve se manifestar a respeito dos argumentos que serão utilizados no pedido. O prazo para recorrer é de cinco dias após a notificação.

Entenda o caso

No início da manhã de 7 de dezembro de 2009, ao dirigir uma Mitsubish Pajero, Eduardo Abib Miguel se envolveu em um acidente de trânsito no cruzamento da Avenida do Batel com a Rua Francisco Rocha. A ocorrência resultou na morte de Alexandre Cuesta da Silva, 29 anos, Clóvis José de Jesus, 39, Ana Karin Quintanilla Manzo, 19, e Thainá da Silva Arcângelo, 18. Ainda ficou ferido Felipe Pires, 26, que dirigia o veículo.

Todos ocupavam um Citroen C3 com placas do Rio de Janeiro e eram integrantes da Igreja Mundial. Eles se dirigiam para uma gravação – foram encontrados equipamentos profissionais de filmagem no carro. Com a chegada de policiais do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) ao local, o empresário se recusou a realizar o teste do bafômetro. Dentro do carro, havia uma lata de cerveja. O laudo oficial da perícia ainda apurou que o veículo dele trafegava a mais de 117 quilômetros por hora no momento da colisão. As informações serviram de base para que o Ministério Público do Paraná (MP-PR) oferecesse denúncia sobre o caso.

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