Feira noturna gera reclamações no Cristo Rei

Toda semana os moradores da Rua Umberto de Alencar Castelo Branco, no bairro Cristo Rei, em Curitiba, sofrem com o problema da insegurança. É que nas quintas-feiras, em um trecho da via, acontece uma feira gastronômica promovida pela Prefeitura. E, atraídos pelo movimento, se reúnem no local diversas pessoas que estão causando problemas. Muitos estacionam os carros em frente as casas e fazem competição de som até altas horas da noite. Além disso, alegam os moradores da região, o consumo de drogas é freqüente, assim como os danos aos imóveis.

A professora V.E.R., que não quer se identificar por medo de represálias, disse que na semana passada a situação chegou ao seu limite. "Depois que eu reclamei do barulho para três rapazes que estavam fazendo algazarra em frente a minha casa, eles quebraram o portão e me ameaçaram de morte. Eu tive que amanhecer na delegacia para fazer um boletim de ocorrência", comentou. Segundo ela, os problemas no local acontecem há cerca de um ano, e ela já perdeu as contas de quantas reclamações e solicitações fez para a Prefeitura e Polícia Militar. "Toda quinta-feira eu rezo para chover e a feira não acontecer", diz.

A comerciante Cristiane do Carmo Batista também reclama da situação, e diz que a frente do estabelecimento serve como ponto de partida para rachas de automóveis e motos. Já a casa de Cristiane, que fica ao lado do local, foi pichada, e para evitar invasões, ela levantou o muro e instalou grades por toda a parte. "Toda semana eu fico refém dentro da minha própria casa, pois tenho medo de sair", falou. Ela conta ainda que o consumo de drogas é feito sem o menor pudor. Como alternativa para acabar com o problema, os moradores pedem o fim da feira ou a mudança para outro local.

O assessor de imprensa da Polícia Militar, Wagner de Araújo, admitiu que não tinha conhecimento do problema. Porém, ele se comprometeu em conversar com os policiais do Projeto de Policiamento Ostensivo (Povo), que atendem a região, para que eles entrem em contato com os moradores. "Eles devem informar o telefone celular para que os moradores liguem diretamente para eles e não para o 190. Com isso o atendimento deverá ser agilizado", comentou. Já a Prefeitura informou, através da assessoria de imprensa, que conversou com representantes da comunidade sobre o assunto, e que nos próximos dias estará programando uma ação conjunta com a Guarda Municipal e Polícia Militar no local.

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