Em comemoração ao seu centenário de fundação, a Federação Espírita do Paraná reinaugura em breve a sua sede histórica. Nos últimos seis meses, o casarão de número 586 na Rua Saldanha Marinho foi restaurado, tornando-se um espaço expositivo, com fotos de todos os presidentes da Federação nesses cem anos, painéis com ilustrações e textos das obras sociais, além de vasta biblioteca espírita.

O projeto de revitalização teve à frente o engenheiro Antônio Augusto Diniz, com o apoio da diretoria da entidade, e foi viabilizado Lei Municipal de Incentivo à Cultura. A reforma envolveu restauradores, historiadores, museólogos, arquitetos, engenheiros e fotógrafos.

No dia 24 de agosto de 1902, um pequeno grupo de intelectuais espíritas reuniu-se na redação da revista A Doutrina, com sede em Curitiba na então Rua América (atual Trajano Reis), para fundar a entidade. Na lista dos sócios fundadores, além dos grupos espíritas de Antonina representados na ocasião por um ofício, constam: Vicente Nascimento Júnior (redator da revista A Doutrina), Augusto Correia Pinto, Benedicto Vianna, João Urbano de Assis Rocha, Sebastião Paraná, João Álvaro de Aguiar e Domingos Duarte Velloso. Eles tinham em comum o fato de serem intelectuais paranaenses envolvidos por um só desejo: fortalecer a jovem nação brasileira, na qual a liberdade de pensamento fosse um dos alicerces.

Obras sociais

A Federação Espírita também ficou conhecida por seus projetos sociais. Dentre eles destacam-se o Albergue Noturno, o Hospital Espírita de Psiquiatria Bom Retiro, a Associação Protetora do Recém-Nascido, a Associação das Senhoras Espíritas, a Creche Adolfo Bezerra de Menezes, a Escola Profissional Maria Ruth Junqueira, a Creche Josefina Rocha e a Creche Mariinha.

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