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Paraná

Fãs de Ronaldo copiam corte de cabelo `Cascão’

  • Por Jornalista Externo
Garçons da churrascaria Devon´s
aderem ao topete de Ronaldo.

O atacante brasileiro Ronaldo Nazário, artilheiro da Copa do Mundo com seis gols marcados, tem o apelido de Fenômeno. A alcunha é justificada não apenas por seu talento dentro do campo, como também pela facilidade que tem em vender produtos ligados à sua imagem.

Desde as camisas com seu nome, passando pelas chuteiras prateadas, chegando enfim a seu inconfundível corte de cabelo. Ou melhor, sem cabelo. Contudo, nessa reta final de Copa ele exagerou. O novo topete do craque, que lembra o personagem Cascão, de Maurício de Sousa, vem gerando polêmica. Mas alguns garçons de uma churrascaria no Centro Cívico, em Curitiba, fãs de Ronaldo, não se sentiram incomodados com o visual “diferente” e aderiram ao novo corte.

O idealizador da brincadeira é o maître da casa, Walmir dos Santos, de 29 anos. Durante a Copa da França, em 1998, ele raspou sua cabeça por completo para homenagear o goleador. Contudo o resultado final não foi o esperado. Quatro anos mais tarde, todos os 32 garçons da churrascaria resolveram aumentar o número de “carecas” circulando entre as mesas. Eles inclusive se vestem com a camisa da seleção brasileira nas vésperas e nos dias de jogos.

O inusitado corte de cabelo de Ronaldo, todavia, não empolgou todos os garçons. Apenas Walmir e Gelson Espíndola estão deixando crescer o topete. Pessoas mais antigas dizem que o corte não é invenção do Fenômeno. Nas décadas de 40 e 50, as famílias mais carentes o faziam em seus filhos. O objetivo era demorar o máximo para ter que retornar ao barbeiro e assim economizar.

Walmir contou que os clientes não acharam o novo visual nem feio nem bonito, apenas divertido. Como a churrascaria é acostumada a receber executivos estrangeiros das montadoras instaladas no Paraná, Santos contou que torce para o Brasil conquistar o penta e então poder brincar com os fregueses. “Acho que vai ser fácil. Depois da vitória, vou brincar muito com os alemães da Audi que freqüentam a churrascaria”, afirmou, lembrando que em 98 sofreu com as numerosas brincadeiras feitas pelos executivos franceses da Renault, assíduos clientes.

Espíndola, o outro com topete, lembrou que algumas crianças até pedem autógrafos para os garçons. “Os turistas ficam impressionados, tanto com nosso cabelo, como com o churrasco, que não é comum fora do Brasil”, lembrou, convidando todos para festa do penta no almoço de domingo.

Jogo preocupa cardiologistas

Cintia Végas

A final da Copa 2002, entre Brasil e Alemanha, promete muitas surpresas e emoções. Porém, enquanto a maioria das pessoas só pensa em assistir ao jogo tranqüilamente ao lado dos parentes e amigos, muitos médicos cardiologistas estão preocupados com o bem-estar de seus pacientes.

É comprovado que situações de tensão, como uma concorrida partida de futebol, podem duplicar o risco de infarto para quem já tem problemas cardíacos. Pessoas que sofrem de pressão alta, diabetes, obesidade, taxa elevada de colestorol ou fumam também devem se cuidar. “O estresse ou a tensão emocional pode ser o gatilho para um surto agudo de angina no peito ou infarto do miocárdio”, confirma o chefe do Departamento de Clínica Médica do Hospital de Clínicas (HC) de Curitiba, cardiologista Cláudio Pereira da Cunha.

Já o cardiologista Dalton Bertolim Précoma, também de Curitiba, explica que a tensão provocada pelo jogo pode gerar uma descarga de adrenalina – substância fabricada em resposta a estímulo – no organismo, acarretando em aceleração dos batimentos cardíacos e aumento da pressão arterial.

Em pessoas normais, a descarga de adrenalina não tem grandes conseqüências, gerando apenas agitação. Porém, em pessoas com problemas de coração, pode trazer resultados drásticos. “Se a pessoa estiver muito ansiosa, estressada ou agitada, pode ter até uma morte súbita. Em função disso, na maioria das vezes, os cardiologistas deixam para dar alta a pacientes que passaram por cirurgia cardíaca ou tiveram infarto recente apenas após os jogos do Brasil”, conta Dalton.

Assistir ou não ao jogo deve ser uma decisão do paciente. Longe da TV, a pessoa pode ficar ainda mais nervosa e agitada. Aos que são torcedores fanáticos, os médicos recomendam não beber, não fumar, manter uma alimentação equilibrada e acordar um pouco antes do início do jogo para tomar os medicamentos regulares. “A pessoa deve tentar controlar suas emoções. Se ficar muito nervosa, deve parar de ver a partida e se acalmar”, recomendam.

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