As 500 famílias que ainda vivem no Jardim Liberdade, em Colombo, à beira do Rio Palmital e próximo à BR-116, ainda não sabem quando poderão ir para suas novas casas.
Um projeto, aprovado há dois anos, já destinou recurso do primeiro Programa de Aceleração do Crescimento e encerrou licitação para o início das obras, mas ainda não há o licenciamento ambiental necessário para que a primeira casa seja construída.
A ocupação em que essas famílias vivem é irregular e de risco. Os moradores da região sofrem com alagamentos e com a falta de estrutura. Muitos, inclusive, já morreram atropelados na BR-116.
O novo bairro para onde eles seriam destinados fica próximo e, ao redor dele, indústrias foram instaladas recentemente com licença ambiental emitida pelo Instituto Ambiental do Paraná. O mesmo instituto ainda não emitiu licença para a construção das casas.
Para acelerar esse processo foi apresentada uma indicação legislativa no início da semana passada ao governo do estado, pedindo maior atenção ao caso. O diretor presidente do IAP, Volnei Bisognin, informou que consultará o processo para verificar o que está atrasando a liberação das obras.
De acordo com a assessoria de imprensa do órgão, existem dois processos. O primeiro, que pedia a instalação e realocação das famílias, já foi finalizado. O segundo tramita sobre a regularização do novo bairro, prevendo medidas para que as famílias tenham direito aos serviços prestados pelos órgãos públicos como água e luz.
Este processo estaria dentro do prazo legal e só não foi encerrado por que ainda há troca de informações entre a Coordenadoria da Região Metropolitana (Comec), a Cohapar e a prefeitura de Colombo.


