A família do jogador de handebol Willian Wagner, 18 anos, decidiu doar os órgãos do atleta que morreu na quinta-feira, vítima de traumatismo craniano. O jogador escapou de um acidente que vitimou seis pessoas na madrugada de terça-feira, na BR-369, entre Campo Mourão e Maringá, mas foi atropelado por outro carro junto com um colega, quando pediam ajuda na pista. O amigo morreu no local. Ontem foram realizados dois transplantes.

Segundo a responsável técnica da Central de Transplantes da Região de Londrina/17.º Regional de Saúde, Ogle Beatriz Bacchi de Souza, a família do atleta resolveu fazer a doação porque era desejo do jogador. Mas pediu que não fossem divulgados mais detalhes.

Ontem foram realizadas duas cirurgias, uma em Londrina e outra em Curitiba. Mas Ogle não sabia precisar quantas pessoas ainda poderiam ser beneficiadas.

Willian foi a oitava vítima de um acidente envolvendo um ônibus de sacoleiros, que seguia de São Paulo para Foz do Iguaçu, e o microônibus onde viajavam atletas do Clube Recreativo Maringá Chapecoense. Eles seguiam para Maringá, onde disputariam o campeonato brasileiro.

Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), era madrugada e chovia forte no momento do acidente. Morreram na hora o motorista do ônibus e seu auxiliar, o motorista que conduzia os jogadores, mais dois atletas e o técnico da equipe e ex-atleta da seleção brasileira de handebol, Cláudio Oliveira Brito, de 40 anos.

Willian conseguiu escapar do primeiro acidente e foi pedir ajuda junto com o atleta Guilherme Lorenizetti Rotta, de 20 anos. Mas os dois foram atropelados pelo Vectra placa CFR-5200, de São Paulo. O corpo do atleta foi levado ontem para Chapecó, onde será sepultado. Dois atletas continuam internados na Central Hospitalar de Campo Mourão, em observação. O motorista do Vectra fugiu do local, segundo informações da PRF.