Foto: Arquivo

Segundo o capitão, quanto mais se demora para encontrar o padre, menores são as chances de tê-lo com vida. 

Já se passaram quase 48 horas do último contato do padre Adelir Antonio de Carli, 41 anos, mas até agora as equipes de resgate ainda não encontraram pistas que levem ao local exato onde ele poderia ter caído no mar.

Em entrevista à Radio CBN Curitiba, o capitão Nelson Coelho da Polícia Militar de Santa Catarina relatou como andam as buscas. Segundo ele, estão envolvidos além do Grupamento Aéreo da PM de Santa Catarina e dos Bombeiros, equipes da Marinha e da Força Aérea Brasileira.

O Capitão disse que nesta terça-feira (22) por volta das 7:30hs e 8 horas da manhã foram encontrados balões distantes 35Km da costa, na região de Porto Belo, depois disso, por volta do meio dia, outros balões foram vistos à 50Km da costa do litoral de Florianópolis.

Por causa desse distanciamento para a região mais ao sul do litoral catarinense, o capital Nelson Coelho disse que a PM está finalizando as atividades por hoje. Segundo ele faltam equipamentos para realizar as buscas, no entanto, ele garantiu que a Marinha e a Força Aérea continuam os trabalhos com quatro embarcações e um helicóptero.

"Nós estamos encerrando as buscas porque a área se ampliou demais e foi mais ao sul, e o nosso equipamento não possui características para esse tipo de operação".

Questionado sobre se existiriam chances de encontra-lo com vida, o capitão disse que as esperanças ainda existem, desde que isso ocorra o quanto antes. "Fatos concretos demonstram que as possibilidades existem, mas é claro que quanto mais tempo se demora para achá-lo, menores são as chances de encontra-lo com vida", afirmou Coelho.

O padre Adelir Antonio de Carli preside a Pastoral Rodoviária, de Paranaguá. Esse vôo era para dar visibilidade à causa da instituição. A coordenadora da Pastoral, Denise Gallas, informou que o padre não desistiu por causa do tempo ruim de domingo porque achava que passando as nuvens não teria mais chuva.

?Ele tinha os cálculos meteorológicos e sabia as direções que iria, dependendo do vento. Sabia da possibilidade de ir para o mar?, contou.

Em seu último contato, por volta das 19h, Carli disse que precisava entrar em contato com a equipe de apoio porque queria saber como operar o GPS e assim dar as coordenadas de latitude e longitude de onde estava. Desde então, nenhum contato foi feito com ele.