Os vigilantes do estado do Paraná temem ter os salários e o 13.º atrasados, devido aos problemas enfrentados pelas empresas do setor para receber recursos do governo estadual. Segundo João Soares, presidente da Federação dos Trabalhadores em Empresas enquadradas no terceiro grupo do Comércio e Empregados em Empresas Prestadoras de Serviços no Estado do Paraná (Fetravispp) os trabalhadores estão preocupados com a possibilidade de as empresas não efetuarem em dia os pagamentos dos salários de dezembro e parcelas do 13.º, já que as que mantêm contratos com o governo do estado estariam sem receber pelos trabalhos prestados.

O presidente do Fetravispp protocolou um ofício junto ao Sindicato das Empresas de Segurança Privada (Sindesp-PR) recomendando que as empresas de vigilância cumpram com as obrigações frente aos trabalhadores, independente do contrato firmado com o governo. Soares diz que “a responsabilidade sobre os pagamentos é das empresas contratantes, elas devem cumprir o que determinam os contratos de prestação de serviço”.

Soares ainda afirma que os trabalhadores não irão tolerar o atraso ou o não pagamento dos salários e benefícios. Assim, se não receberem nas datas programadas, que são até segunda-feira (9), no caso dos salários, e até o dia 22 de dezembro, em relação ao 13.º, os vigilantes poderão entrar imediatamente em estado de greve.

Liberado

Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa do governo do Paraná informou que os recursos foram repassados às empresas contratantes na última quarta-feira, estando os valores liberados para os empresários do setor já na quinta-feira.

Só 20%

O Sindesp-PR confirmou que foram recebidos recursos do governo do Paraná na quarta-feira. Porém, este valor seria correspondente a apenas 20% do valor total da dívida, que segundo o próprio sindicato, em 90 dias chegou à soma de R$ 12 milhões. Para o Sindesp-PR, essa dívida prejudica os pagamentos dos cerca de 4 mil funcionários do setor.