Curitiba precisa adotar medidas urgentes para desafogar o trânsito. Estudo apresentado pelo Sindicato da Arquitetura e da Engenharia (Sinaenco) prevê que a frota da cidade e região deve crescer 73,1% até 2040, passando de 1.648.586 para 2.853.555 veículos, enquanto a população tende a aumentar 18,4%, de 2.863.372 para 3.390.992 habitantes. Isso significa que, enquanto hoje a média é de um carro a cada dois moradores, daqui a 27 anos a estimativa é de quase um automóvel por pessoa.

Encontro promovido pelo Sinaenco ontem foi o início da campanha para debater o futuro da cidade e as possibilidades de melhorias na questão da mobilidade urbana. Para o presidente do Ippuc, Sérgio Póvoa Pires, “a solução para o deslocamento é o não deslocamento”. Ele defende a possibilidade da população morar, buscar lazer e trabalhar em regiões próximas para que o deslocamento seja a pé, de bicicleta e, se precisar usar o transporte coletivo, que o faça pelo menor tempo possível.

Subcentros

O secretário de Urbanismo de Curitiba, Reginaldo Cordeiro, concorda que é preciso implantar novos modais. “Com a implantação do metrô, número maior de pessoas vai ser transportado em menos tempo. Com a qualificação do transporte, menos carros serão usados.” Ele defende também a criação de subcentros com shoppings, bancos e comércios para que a população dos bairros não precise se deslocar com tanta frequência ao Centro.

O Ippuc tem proposta para criar 300 quilômetros de ciclovias a partir do ano que vem, por causa do orçamento. Há também a ideia de abrir estacionamentos em espaços públicos para bicicletas, principalmente em terminais de ônibus.