| Foto: Aliocha Maurício/O Estado |
| Alunos tiveram dia diferente. continua após a publicidade |
Os alunos do Colégio Opet tiveram um dia diferente ontem. Embora tenham idade entre 4 e 10 anos, falaram sobre problemas que permeiam o mundo dos adultos durante o Fórum Mirim sobre a Desertificação, que termina hoje. A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) foi quem definiu o tema a ser trabalhado por escolas do mundo todo, incluindo as seis associadas do Paraná. No final do fórum, os pequenos saem dando lições de cidadania.
Há 10 anos, a escola é parceira do Unicef, que escolhe os temas a serem trabalhados mundialmente com o objetivo de promover a cultura de paz. O Unicef é responsável pela elaboração dos materiais que vão dar subsídios para os professores desenvolverem as suas atividades junto aos alunos. Este ano foi o problema da desertificação que ganhou destaque.
Os professores do Opet aproveitaram o projeto já desenvolvido na escola, chamado de Cidadania e Valores Humanos, para realizar o fórum. No estabelecimento existe uma cidade mirim onde são trabalhados diversos assuntos relacionados a cultura, política, setor de serviços e meio ambiente. Lá existe uma biblioteca, um supermercado, uma prefeitura, uma câmara de vereadores, um fórum de justiça, entre outros estabelecimentos. Ontem, em todos esses espaços, foi tratado o tema da desertificação.
No pólo de serviços as crianças discutiram o consumo consciente. ?Se aumentar o consumo de carne, por exemplo, aumenta a quantidade de pastos para a criação do gado e as florestas perdem espaço?, explica a coordenadora da cidade mirim, Andréa Roscia.
No pólo cultural os alunos tiveram contato com obras da literatura brasileira que expõem os problemas da seca, como o livro de Graciliano Ramos, Vidas Secas. ?Tinha uma família fugindo da seca e procurando um lugar melhor para viver. Lá não tinha água. É o desmatamento que causa a desertificação?, falam em coro os alunos da 1.ª série Vinícius Leon Alves Salgado e Pedro Felippe Carvalho Schneider.