A faixa de pedestres não impediu que um estudante, de 12 anos, fosse atropelado em frente à Escola Estadual Arthur Ribeiro de Macedo, na Avenida Nossa Senhora Aparecida, no Seminário. Ele foi atingido pelo veículo quando atravessava a rua no final da manhã de ontem e teve fratura exposta na perna. Funcionárias da escola contam que o risco de atropelamentos é grande, principalmente nos horários de entrada e saída das aulas.

O garoto atravessava a rua atrás de uma colega, que por pouco não foi atingida pelo veículo. “Ele fez menção que ia parar e a motorista continuou, conseguiu desviar da menina, mas atingiu a perna dele”, disse a responsável pelos serviços gerais da escola, Ivonete Ferreira Azevedo.

Tráfego

Adultos também têm dificuldade para chegar ao outro lado da rua de mão dupla e com trânsito intenso durante todo o dia. “Os motoristas não param na faixa. Às vezes fico 10 minutos esperando para atravessar”, conta a dona de casa Adriane de Moura.

Para evitar acidentes, funcionários da escola já ficaram na faixa de pedestres orientando a travessia dos estudantes, mas a atividade parou por falta de pessoas. “Os motoristas não nos respeitam, dizem que não somos “periquitas””, comenta Ivonete, referindo-se às agentes da Diretran. De acordo com ela, havia uma lombada em frente à escola, que foi retirada depois de obras na rua. Outras duas lombadas foram instaladas na mesma quadra, a alguns metros da escola.

Estudo

“Já pedimos para colocar uma nova lombada e um semáforo, mas os processos foram classificados como improcedentes”, lamenta a secretária da escola, Maria Eunice Cardoso. Os pedidos são feitos desde 2010.

A Secretaria Municipal de Trânsito (Setran) afirmou que as duas lombadas e a faixa de pedestres são dispositivos para reduzir a velocidade, mas ressaltou que é preciso adesão dos motoristas. Uma equipe de sinalização da secretaria irá ao local para estudar a viabilidade da instalação de uma faixa elevada para a travessia dos estudantes.