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Paraná

Esquinas da Visconde de Guarapuava são caóticas

Além das colisões, há reclamações sobre a dificuldade na travessia de pedestres

  • Por Joyce Carvalho, Meia Fina

O número de acidentes na esquina da Avenida Visconde de Guarapuava com a Rua Nunes Machado, no centro de Curitiba, chama atenção de moradores, comerciantes e de quem passa com frequência pelo local. Na manhã da última terça-feira ainda era possível ver no asfalto os vestígios do último acidente no cruzamento. Além das colisões, há reclamações sobre a dificuldade na travessia de pedestres nesta esquina.

“Calculamos que sejam em média quatro acidentes por mês na esquina. Teve carro que só parou no muro do prédio do Corpo de Bombeiros. É um ponto crítico”, afirma o assistente administrativo Bernardo Barbosa Souza Sniecikowski, que trabalha em um escritório da região. Ele sugere que o semáforo dessa esquina funcione o tempo todo. Hoje, o sinaleiro fica desligado e é acionado apenas pelo Corpo de Bombeiros, para facilitar a saída dos caminhões em casos de emergências.

As batidas já causaram muito prejuízo a Dolores Mali Candeo, dona de uma papelaria no mesmo cruzamento. Ela nem arrumou uma das portas de ferro do estabelecimento, que ficou danificada após uma colisão. “Estou aqui há 40 anos e fica cada vez pior. Tem acidente aqui direto e ainda a gente fica com o prejuízo”, reclama. A Secretaria Municipal de Trânsito (Setran) não tem nenhuma previsão de alterar o funcionamento deste sinal.

O jornalista Hamilton Francisco de Abreu relata que freadas são ouvidas com frequência nesta esquina e também no cruzamento da Avenida Visconde de Guarapuava com a Rua 24 de Maio. Neste local, há apenas semáforo para pedestres em duas das quatro possibilidades de travessia. É frequente ver pessoas correndo para atravessar a avenida. Veículos que estão na 24 de Maio e entram na Visconde muitas vezes param em cima dos pedestres. “É preciso trabalhar na prevenção. Alguém pode se ferir com gravidade nestas duas esquinas”, comenta.

Vários acidentes

Segundo o Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran), no primeiro semestre foram registrados 3 acidentes na esquina da Visconde com a 24 de Maio, com 3 feridos – contra 3 ocorrências e 8 vítimas em 2011. O almoxarife Gerson Vidal sabe dos riscos: “não passo com frequência aqui, mas já fui alertado para ter cuidado na hora de atravessar aqui”. Segundo a Setran, os semáforos no sistema paralelo atendem a maioria do fluxo de pedestres e a instalação de outros sinaleiros exigiria um estudo mais aprofundado e alteração na engenharia de trânsito.

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1 Comentário em "Esquinas da Visconde de Guarapuava são caóticas"


Rafael Fernandes
Rafael Fernandes
6 anos 10 meses atrás

Em outros cruzamentos, como o da Gen. Carneiro é nessa mesma situação. E mais um também, o da Tibagi, que não possui semáforo para pedestres.

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