Foto: Aliocha Maurício/O Estado

Alunos disputam diversas modalidades durante a realização do evento. Coronel Carlos Roberto de Souza destaca a iniciativa.

A história do Colégio Militar de Curitiba (CMC), em diversas ocasiões de sua existência, foi escrita graças ao esforço de ex-alunos e dirigentes. Fundado em 1958, foi desativado em 1988 devido à falta de verba federal para mantê-lo aberto. Foi a associação de ex-alunos, através de muita manobra política, que conseguiu que fosse reaberto, sete anos mais tarde. A piscina olímpica do colégio ficou cerca de 20 anos desativada. Transformou-se em sinal de abandono. Foi reinaugurada no ano passado depois do comando atual fazer algumas mudanças orçamentárias para poder suportar o gasto.

Hoje, mais um capítulo da revitalização do colégio volta a ser escrito com o encerramento dos Jogos da Amizade. Extinto cinco anos atrás por falta de apoio financeiro, a edição desse ano reuniu, além de Curitiba, os colégios militares de Porto Alegre, Santa Maria (RS), Campo Grande e Brasília, este último como convidado. Durante quatro dias, 315 alunos participaram de diversas modalidades esportivas, que culminam com um fórum sobre esporte e educação que será realizado hoje, no CMC. ?Houve um hiato entre as edições, que foi superado com um esforço dos comandantes de cada um destes colégios?, conta o tenente-coronel Carlos Roberto Pinto de Souza, comandante do CMC.

O gasto para o evento foi rateado entre os colégios participantes e através de patrocínio o qual as próprias instituições conseguiram. ?É um evento importante que resolvemos retomar. O exército sempre teve tradição em criar atletas?, avalia o coronel Thiovanne Piaggio Cardoso, comandante do Colégio Militar de Porto Alegre. Cada uma das delegações têm cerca de 90 integrantes, entre alunos, professores e monitores. O objetivo é que os jogos entre estes colégios – que foram realizados anteriormente em 1996, 1998 e 2001 – sejam anuais. A próxima sede já está escolhida: Porto Alegre.

Apesar de ser um evento esportivo, os comandantes explicam que não incentivam a rivalidade entre os colégios, e sim, a convivência e o sentimento de diversidade. ?Tanto que abolimos o ranking geral. Queremos que os alunos tenham experiências culturais diferentes e que interajam com jovens e realidades de outras regiões?, explica o coronel Hudsob Marques Júinor, comandante do Colégio Militar de Campo Grande.

O fórum de encerramento, que acontece hoje às 14h, vai reunir os professores das instituições participantes para discutir, com atletas e outros educadores, como o esporte extrapola a formação cognitiva.