Moradores da Vila Camargo, em Curitiba, estão incomodados com o esgoto que vem sendo despejado no Córrego Teófilo Otôni, que corta a região.

Segundo o costureiro e membro da Associação de Moradores da Vila, Lúcio Mura, que vive no local há dez anos, após uma obra realizada pela Prefeitura, há pouco mais de um ano, o córrego permaneceu aberto, trazendo uma série de transtornos aos moradores próximos. “As manilhas que estavam presentes no local foram retiradas e nunca mais colocadas”, denuncia.

A dona-de-casa Maria Cardoso Lima, moradora da Vila há 40 anos, reclama que, principalmente em dias de chuva e sol forte, o cheiro se torna insuportável e invade toda a casa. “Tenho que fechar todas as portas e janelas, ficando sufocada dentro de casa, e mesmo assim o cheiro não vai embora”, conta. “Na hora das refeições, se torna muito incômodo.”

Maria tem duas netas, de 8 e 12 anos. Ela, o tempo todo, orienta as meninas a não se aproximarem e não brincarem perto do córrego. “Elas são obedientes e sabem que não devem chegar perto do local”, afirma. Porém a dona-de-casa teme que outras crianças possam se acidentar ou ser vítimas de algum tipo de doença.

Na Rua Teófilo Otôni, que também é cortada pelo córrego, algumas casas estão ameaçadas. Quando chove e o nível da água aumenta, parte do barranco que separa as casas da água ameaça desabar. “Dá medo que o barranco desabe e a água suja e mal-cheirosa invada nossas casas. Quando chove um pouco mais forte, fica todo mundo apavorado”, revela o aposentado Ozei Kmetiuk, que vive há 30 anos na região.

Prefeitura

Segundo a Prefeitura, afirma que o córrego está em área de vale e que, por isso, não pode ser canalizado, já que o Código Ambiental proíbe e haveria risco de alagamento de toda a região na primeira chuva forte, a região alague toda. A Prefeitura desconfia que o mau cheiro percebido pelos moradores possa estar sendo acarretado por lixo, jogado erroneamente na água, ou por ligações irregulares de esgoto.

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