O Movimento Nós Podemos Paraná promove no próximo dia 26 de julho, em Londrina,  na Associação dos Clubes Esportivos e Recreativos de Londrina (Acelon), à avenida JK, 1854 – Canadá Country Club e se propõe, reunir instituições públicas e privadas, organizações não governamentais e lideranças da sociedade civil. Podem participar também cidadãos que queiram trabalhar para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e suas metas.  As inscrições podem ser feitas pelo site www.nospodemosparana.org.br ou pelo telefone 0800-646-0008.

Indicadores da região

Para monitorar as ações que envolvem o cumprimento dos Objetivos do Milênio e alertar a sociedade civil e os governos locais das prioridades existentes na região, o Orbis ? Observatório Regional Base de Indicadores de Sustentabilidade, parceiro do movimento, selecionou dentre 48 indicadores estabelecidos pela ONU, um grupo aplicável ao âmbito municipal. O objetivo é estabelecer um quadro atual que permita avaliar os próximos enfrentamentos e criar um instrumento de monitoração capaz de mensurar os efeitos das ações da sociedade e dos governos para a melhoria da qualidade de vida e sustentabilidade regionais. Pretende ainda servir de apoio aos grupos de trabalho, já que suas informações permitirão identificar as áreas mais oportunas para projetos e ações a serem desenvolvidos.

Os resultados apurados na mesorregião Norte Central vão ser  apresentados no encontro, em Londrina. O trabalho apresenta também dados relativos aos Indicadores do Milênio de cada uma das cidades, além de breve análise de sua situação frente aos objetivos estabelecidos, focando cada um dos oito Objetivos do Milênio.

Em 1991, a mesorregião Norte-Central tinha 28,7% de sua população abaixo da linha da pobreza, percentual que passou para 19% em 2000. Mesmo apresentando uma redução de 34% no período, são aproximadamente 348 mil

pessoas nessa condição. As mesorregiões Sudoeste e Noroeste  foram as que apresentaram os maiores percentuais de redução de pobreza no Estado,  44% e 42%, respectivamente.

A intensidade da pobreza, em 2000, atingiu 38,9%, o que representou uma redução de 9% em relação a 1991. A participação dos 20% mais pobres da população na renda passou de 4,34%, em 1991, para 3,75%, em 2000, aumentando ainda mais os níveis de desigualdade. A razão entre o rendimento médio dos 20% mais ricos, se comparada com os 20% mais pobres, foi superior a 15 vezes.

Em 2000, 92,9% das crianças de 7 a 14 anos estavam cursando o ensino fundamental, sendo a taxa de conclusão da 4.ª série, entre crianças de 11 a 14 anos, de 84,6%, taxa média superior à do Estado, que é de 81,6%. Entre os adolescentes de 15 e 17 anos, a taxa de conclusão do ensino fundamental (8.ª série) diminui para 63,1%; mesmo entre jovens de 18 a 24 anos, apenas 67% haviam concluído o ensino fundamental. A taxa de alfabetização de 15 a 24 anos é de 98,5%, representando aumento de 2,7% entre 1991 e 2000.

A defasagem idade-série eleva-se à medida que se avança nos níveis de ensino. Entre a 1.ª e a 4.ª série do ensino fundamental, 8,2% das crianças estão com idade superior à recomendada; entre a 5.ª e a 8.ª série, esse valor se eleva para 21.3%, chegando a 27,1% de defasagem entre os que alcançam o ensino médio. Assim, da 1.ª à 4.ª série, um de cada doze alunos encontra-se em situação de defasagem; da 5.ª à 8.ª série, um de cada  cinco; no ensino médio um de cada quatro alunos.

A razão entre meninos e meninas no ensino fundamental, em 2005, apresenta pequena diferença para o sexo masculino, 94%, ou seja, para cada 100 meninos, há 94 meninas; em idades menores, o número de meninos é sempre superior ao de meninas. No ensino médio, esta razão inverte-se para 112%, ou seja, para cada 112 meninas, há 100 meninos no ensino fundamental. A razão entre mulheres e homens alfabetizados na faixa etária de 15 a 24 anos é paralela (101%).

A participação da mulher no mercado do trabalho, exceto no setor agrícola, passou de 33%, em 1990, para 41%, em 2005. O percentual do rendimento feminino em relação ao masculino passou de 73%, em 1990, para 83%, em 2005; o Paraná passou de 71,6%, em 1990, para 79,5% em 2005. A proporção de mulheres exercendo mandatos na Câmara Municipal é baixa, apenas 11% dos assentos são ocupados por mulheres.