Um eclipse lunar parcial de grande magnitude pode ser visto de todo o Brasil entre a noite desta quinta-feira (27) e a madrugada de sexta-feira (28). Com quase 96% do disco lunar coberto pela sombra da Terra, o fenômeno atinge o ponto máximo no início da madrugada e ganha tonalidade avermelhada — popularmente chamada de “Lua de Sangue”. O evento não exige equipamento de proteção para observação a olho nu. A boa notícia é que o céu promete estar limpo na madrugada de sexta-feira.
Por que a Lua fica vermelha no eclipse?
A mudança de cor ocorre devido ao alinhamento preciso entre o Sol, a Terra e a Lua. Quando os três corpos celestes ficam em linha reta, os raios solares atravessam o topo da atmosfera terrestre e sofrem desvio. Esse processo projeta a luz no cone de sombra (umbra) e ilumina a superfície lunar em tons de cobre ou vermelho. Como cerca de 96% da Lua entra na sombra, resta apenas uma borda sutil sem cobertura no auge do evento.
“A luz solar atravessa o topo da atmosfera da Terra e sofre desvio, projetando esses raios no cone de sombra (umbra) e iluminando a superfície lunar com um tom de cobre ou avermelhado”, explicou o professor Amauri Pereira, do planetário do Colégio Estadual do Paraná, em entrevista ao Bom Dia Paraná, da RPC, desta quinta-feira (27).
Horários do eclipse lunar
Os horários seguem o padrão oficial de Brasília e servem para todas as regiões do país:
- 22h24 (27/08): Início da fase penumbral
- 23h34 (27/08): Início da fase parcial, quando a sombra avança sobre o disco
- 01h13 (28/08): Ponto máximo (auge), com 96% da Lua encoberta
- 02h52 (28/08): Fim da fase parcial e saída do cone de sombra
- 04h02 (28/08): Encerramento da fase penumbral
Como assistir ao vivo se o céu estiver nublado
A visualização direta depende apenas de céu limpo na região. Para quem enfrentar tempo fechado, o Observatório Nacional transmite o evento em tempo real pelo YouTube a partir das 23h. O programa “O Céu em sua Casa” reúne astrônomos amadores e profissionais de diversas regiões do país, sob condução da astrônoma Dra. Josina do Nascimento.
