No primeiro trimestre de 2012 o Brasil registrou 97.542 indenizações a vítimas de acidentes de trânsito, número 27% superior ao do mesmo período de 2011. Os números são Seguradora Líder, que administra o seguro por Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT). Este seguro reembolsa despesas médicas e hospitalares e indeniza vítimas de acidentes de trânsito em casos de morte e invalidez permanente. No Paraná, foram pagas pouco mais de mil indenizações por mortes no trânsito, o que equivale a 7% do total pago no País.
Para Ricardo Xavier, diretor-presidente da Seguradora Líder, o crescimento dos seguros DPVAT pagos se deve ao reforço na divulgação do seguro e ao aumento do número de acidentes de trânsito. “Desenvolvemos diversas ferramentas para divulgar o pagamento do seguro. Estamos nas redes sociais, ampliamos nossos pontos de atendimento e já estamos num projeto embrionário para transformar as agências dos Correios também em postos de atendimento ao público. Por outro lado, esse número de pagamentos de indenizações reflete um crescimento significativo dos acidentes de trânsitos. É preciso agir na outra ponta, com trabalhos de prevenção, educação e infraestrutura”, afirma.
Hoje uma das práticas mais comuns dentro do processo de pagamento do Seguro DPVAT é a ação dos atravessadores, que cobram uma porcentagem em relação ao seguro para intermediar o procedimento entres as partes. Segundo Xavier, a atividade não é ilegal, mas desnecessária. “É muito simples requerer o seguro. Toda a documentação que exigimos é fácil de ser obtida. Um atravessador quer entrar na Justiça e lá se demora pra pagar. Pelo processo normal não leva 30 dias e 99% dos seguros são pagos em menos de um mês”, diz.
Neste primeiro trimestre, os casos de invalidez permanente foram os mais expressivos, com 64.220 indenizações. Foram feitos 18.860 reembolsos de despesas médicas e hospitalares. Das indenizações pagas no período, 77% foram destinadas a vítimas do sexo masculino. A faixa etária entre 18 e 34 anos foi a mais indenizada. Os motoristas foram os que mais se acidentaram, seguidos por pedestres e passageiros.
