Docentes protestam por reajuste em Curitiba

Os professores da rede estadual de ensino conseguiram o comprometimento por parte do governo estadual de estudar a possibilidade de reposição salarial de 38,57%, informou ontem a APP Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Paraná.

A promessa de estudar o índice foi obtida durante reunião com o secretário de Estado da Educação, Maurício Requião. A reposição igualaria os salários dos professores aos dos demais servidores do Estado com a mesma formação e carga horária de trabalho.

Os membros da APP foram recebidos pelo secretário após uma passeata de protesto pelo centro de Curitiba, que contou com participação de professores e alunos da rede pública. De acordo com o professor José Lemos, presidente da APP, a categoria já solicitava ao governo a reposição da inflação em cerca de 5%, além do aumento. Ele aponta que, enquanto hoje um servidor ingressa na carreira no Estado com um salário de R$ 2.157, um professor não ganha mais de R$ 1.205. ?Mas nem sempre foi assim, pois antes de 1988 os salários dos trabalhadores eram equivalentes?, lembra o sindicalista.

Ele afirma que o governo marcou uma nova reunião, no próximo dia 25, para debater o aumento. Devem participar representantes das secretarias de Educação, Fazenda, Administração e da Casa Civil. ?Estudos feitos pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) mostram que o Estado tem condições de arcar com esse reajuste, mas evidente que isso pode não acontecer de uma só vez. Podemos negociar o parcelamento?, ressalva Lemos.

Reivindicações

A reunião de ontem também oficializou a data-base da categoria no mês de maio para reposição da inflação. Além disso, também deverá ser padronizada a carga horária de trabalho de 40 horas até julho. Atualmente, a jornada é de vinte horas e os professores que trabalham em dois turnos têm de prestar concurso duas vezes. Quem trabalha em apenas um turno poderá optar pela mudança para 40 horas. ?O governo também reassumiu o compromisso de aprovar até a metade do ano o plano de carreira dos funcionários das escolas, reconhecendo-os como trabalhadores da Educação?, aponta o presidente da APP. Outras conquistas obtidas junto à secretaria foram a retirada da determinação de repor faltas por motivo de doença, sob apresentação de atestado médico (pauta de reivindicação há mais de trinta anos), e a promessa de levar ao governador Roberto Requião a proposta de aposentadoria especial aos diretores, prevista em lei desde 2006, mas até hoje não implementada no Estado. A APP realizará assembléia no dia 29 para debater junto à categoria os resultados da reunião do dia 25.

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