Antônio Roberto/Umuarama Ilustrado

Obras só começaram quando a Justiça determinou que o Dnit era responsável pela recuperação.

Concluídas, enfim, as obras sobre a ponte que liga Guaíra a Francisco Alves, na BR-272, sobre o Rio Piquiri, noroeste do Estado. O tráfego no local, impedido desde setembro do ano passado, foi liberado ontem à tarde pelo Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit). Há muito tempo, a ponte, assim como a estrada da região, estava em situação precária e com riscos de ruir. Porém, as obras somente foram iniciadas quando a Justiça de Umuarama determinou que o Dnit era o órgão responsável pela recuperação da ponte. Enquanto a ponte permaneceu fechada, balsas faziam a travessia.

A ponte de 350 metros de extensão antes era estreita, com apenas oito metros de largura. Finalizada a obra, agora está mais larga, com mais de dez metros. O superintendente do DNIT no Paraná, David Gouvêa, aponta as melhorias: ?A ponte ficou mais bonita, confortável e segura. O mais importante, porém, é que não existe mais risco de ruir. Outra vantagem da finalização da obra é que as pessoas agora não precisam mais ficar nas filas da balsa que fazia a travessia, economizando tempo e dinheiro?.

Além da recuperação da ponte, outras duas obras estão em andamento na região. O trecho entre Francisco Alves e a ponte já foi melhorado, segundo Gouvêa. Entre a ponte e Guaíra também foi feito o recapemento do asfalto. No trecho entre Guaíra e Marechal Cândido Rondon, o superintendente do Dnit diz que os buracos já foram solucionados e em 23 dos 64 quilômetros já foi concluída a capa de proteção do asfalto. ?Com a estrada e uma ponte ruins, há muito tempo, na BR-272, assim como na BR-163, até Marechal Cândido Rondon, as pessoas deixavam de circular por aqui e reclamavam bastante. Agora, eu tenho prazer de dizer que já está em condição do pessoal voltar a trafegar na região?, comemora Gouvêa.

Histórico

Em julho de 2005, o Estado começou a alertar o governo federal e o Dnit sobre os problemas estruturais, apresentados pelos menos desde 1999, e o estado crítico da ponte, que corria sérios riscos de desabar. Nessa época, começou o jogo de empurra de responsabilidades sobre as obras, entre Estado e União. Segundo o Dnit, o trecho foi transferido para o Estado pela Medida Provisória 82, de 2002. Enquanto esteve em vigor a medida, o órgão não teve como intervir. O impasse durou até o final de agosto de 2005, quando, por intervenção judicial, a recuperação ficou a cargo do Dnit. No mesmo mês, a ponte foi interditada e as obras, que receberam investimentos de R$ 7,6 milhões, iniciaram.