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Desfile na avenida anima o público

  • Por Cintia Végas
Mocidades: tradição.

Integrantes de escolas de samba e blocos se esforçaram para mostrar que, ao contrário do que muitos pensam, Curitiba também tem Carnaval. Na madrugada de domingo, o desfile na Avenida Cândido de Abreu, no Centro Cívico, animou jovens, adultos e crianças.

O desfile das escolas de samba está longe de ter a grandiosidade e o brilho de outras cidades do País, como Rio de Janeiro e São Paulo. Porém, é valorizado pelo esforço de seus integrantes que, apesar das dificuldades, nunca deixam de participar da festa.

“O Carnaval de Curitiba ainda é bastante artesanal. Geralmente é desorganizado, mas os responsáveis pelos blocos e escolas de samba são muito esforçados e merecem os aplausos da comunidade. Trabalham o ano inteiro, sempre em meio a dúvidas e incertezas, para não deixar o Carnaval da cidade morrer”, disse o presidente da Liga das Escolas de Samba de Curitiba e Região Metropolitana, Saul d?Avila.

Escolas

O primeiro a desfilar foi o Grupo Afoxé, que entrou na avenida às 19h e permaneceu até as 19h30. Depois, o bloco Rancho das Flores, formado por representantes da terceira idade, animou as arquibancadas. A apresentação durou meia hora.

A primeira escola de samba, Unidos do Bairro Alto, entrou na avenida às 20h30, permanecendo por cinqüenta minutos. Apresentou o tema “Senhora Mãe da Luz”. Depois, veio a Unidos de Pinhais, com “Na Fantasia – Que Rei Sou Eu?”, seguida da Unidos de Colombo, que trouxe “Papel de Parede Crepon Couchet Pode Ser, Papelão é com Você!!!”; Bom à Beça (única escola de samba evangélica do País), com o enredo “Jesus Me Faz Feliz”; Embaixadores da Alegria, falando sobre a lenda de São Jorge; e Mocidade Azul, abordando a vida do carnavalesco Julio Souza.

O desfile terminou por volta das 3h da madrugada de ontem, com a apresentação da escola de samba Acadêmicos da Realeza, a grande vencedora do ano passado. O último grupo entrou na avenida com o “Jeitinho Brasileiro”.

Comissão julgadora rigorosa na avaliação

Cada escola tinha, em média, 400 integrantes. Quem desfilava não poupava energias para agradar ao público presente. “Fiz de tudo para passar alegria ao público e animar a torcida da escola pela qual desfilei”, contou o entregador Leandro Ferreira Bombacino que, pela primeira, vez participou dos desfiles defendendo a escola Unidos de Pinhais. “Meus familiares já desfilavam e este ano me trouxeram para fazer o mesmo. Fiquei um pouco nervoso no começo, mas depois me soltei. É muito bom”.

Rigorosos, os jurados se esforçavam para não perder um único detalhe dos desfiles. “Estamos avaliando carro alegórico, conjunto, beleza, originalidade, criatividade, acabamento, entre outras coisas. A cada ano que passa, as escolas vão se aprimorando e é muito difícil para nós eleger a vencedora”, comentou o jurado Lauro Valeixo.

Nas arquibancadas ou em pé, os espectadores também se mostravam atenciosos. “Este ano, os desfiles estão mais bonitos. O visual das escolas está muito mais alegre e colorido”, disse a assistente administrativa Soraia Portugal, que compareceu à Cândido de Abreu acompanhada dos quatro filhos pequenos. “Assisto aos desfiles das escolas de samba desde que sou criança. Antes eu vinha com meus pais. Agora trago meus filhos.”

A dona de casa Dorotéia da Silveira observou que a estrutura do Carnaval de rua deste ano estava melhor que a de anos anteriores. Porém, ela defende a volta dos desfiles para a Marechal Deodoro. “A Marechal é mais no centro, o que facilita o acesso do público”, explicou.

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