A presença de desfibriladores cardíacos em locais públicos e privados com grande circulação de pessoas pode salvar muitas vidas. Porém, são poucos os estabelecimentos no Paraná que dispõem do equipamento.
Em Curitiba, a Câmara de Vereadores trabalha na regulamentação de uma lei municipal que obriga a instalação em espaços com aglomeração de mais de duas mil pessoas.
“Existe uma lei municipal e uma lei estadual que tratam da obrigatoriedade, mas elas não são cumpridas, nem regulamentadas. O desfibrilador é um equipamento simples, que não foi feito para ser usado apenas por médicos e que é relativamente barato pelos benefícios que propicia. Representa uma proteção para pessoas que circulam por locais de grandes aglomerações”, comenta o vereador Jair Cézar (PSDB).
Entre os locais onde a presença do equipamento deve se tornar obrigatória estão rodoferroviária, aeroporto, shoppings centers, supermercados, grandes lojas de departamento, Boca Maldita e sedes de governo.
“A popularização do desfibrilador é bastante importante. Noventa porcento dos adultos que têm parada cardíaca têm fibrilação ventricular nos primeiros instantes. Por isso, a disponibilidade do equipamento pode salvar vidas”, diz o médico cardiologista e diretor do departamento de cardiologia preventiva da Sociedade Paranaense de Cardiologia, André Ribeiro Langowiski.
Segundo o médico, o uso do desfibrilador, até dez minutos após a ocorrência da parada cardíaca, deve ser associado a um treinamento de reanimação cardiopulmonar. Porém, o equipamento é de fácil manuseio, sendo autoexplicativo.
“Quando a pessoa liga o aparelho, ele mesmo explica o que deve ser feito. Dessa forma, o usuário deve apenas seguir as orientações”, afirma. “O desfibrilador é pequeno, portátil e funciona com bateria. Também é importante que, nos estabelecimentos, sempre seja indicado ao público onde ele está presente.”
De acordo com a entidade, no Brasil, anualmente, acorrem cerca de 250 mil mortes em função de doenças cardiovasculares (acidente vascular cerebral e infarto).