Depois de dois anos de indecisão, há possibilidade de que os professores que fizeram o Programa de Capacitação para Docentes da Faculdade Vizinhança do Vale Iguaçu (Vizivali) respirem aliviados.

A informação ainda não foi confirmada pelo Ministério da Educação (MEC) e nem pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Paraná (Ifet-PR), mas ontem à tarde o deputado estadual Péricles de Mello (PT) fez um pronunciamento na Assembleia Legislativa afirmando que já há proposta do Ifet – que é a antiga Escola Técnica da Universidade Federal do Paraná (UFPR) – de ofertar cursos complementares para validação dos diplomas.

A assessoria do instituto informou que o reitor Alípio Leal deve falar oficialmente sobre o assunto hoje. Ainda segundo a assessoria, Leal foi a Brasília para discutir o problema, mas ainda não voltou.

Porém, em reportagem publicada pela Agência Estadual de Notícias, Leal informou que o curso deverá estar disponível até o ano que vem. Segundo a reportagem, o próprio governador do Paraná, Roberto Requião, acertou a oferta dos cursos com o ministro da Educação, Fernando Haddad.

“Finalmente esses professores terão seus diplomas reconhecidos. Em toda nossa caminhada não perdemos a esperança de que chegaríamos a um desfecho positivo”, disse Mello.

Os cursos complementares, que teriam a duração de 140 a 200 horas, seriam de Libras e de avaliação dos impactos da Provinha Brasil. Os cursos devem ser ofertados em sala de aula e também a distância.

A solução para o problema surgiu depois de um encontro entre deputados realizado em Maringá, com a presença da representante dos professores Eunice Alberton.

“Essa era uma alternativa que já vinha sendo estudada e trabalhada pelo Ifet e que dependia ainda de um aval do ministro da Educação e do governador do Paraná. Estamos comemorando essa vitória”, afirmou.

O Conselho Estadual de Educação do Paraná teve a iniciativa de criar o curso da Vizivali e o autorizou por duas vezes, a partir de 2003. O conselho nacional chegou a emitir dois pareceres favoráveis à proposta, porém, reformulou a decisão, concluindo que não era de competência do Estado legislar sobre cursos com essa característica. Depois disso, o MEC ficou com a responsabilidade de resolver o problema.