Sábado terá 25 horas. Isso porque a 28.ª edição do horário de verão, iniciada no dia 28 de outubro, termina à meia-noite de amanhã e os moradores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do País, além de Distrito Federal e Tocantins, terão que atrasar seus relógios em uma hora. A Copel estima que, nos 119 dias de duração, deixou de injetar 172 megawatts (MW) no sistema energético no horário de ponta – entre 18h e 21h. “Isso corresponde a 4% da carga máxima do Paraná, de 4.800 MW”, revela Nelson Cuquel, gerente de operações de tempo real da Copel.

Segundo ele, esse percentual acompanha a média nacional de “alívio” no sistema energético e repete o desempenho registrado no Estado nos anos anteriores. Para se ter uma ideia, Cuquel informa que os 172 MW de “folga” no horário de verão equivalem a toda a carga necessária para abastecer Foz do Iguaçu e região ou ainda a 10% do consumido no horário de ponta de Curitiba, região e litoral. Questionado se haveria possibilidade de ampliar o ganho, o gerente da Copel responde que “o horário de verão está no limite do que conseguimos produzir. Precisamos implementar melhorias que aumentem a eficiência do sistema, preservando a segurança e o conforto do consumidor”.

Consumidor não sente economia

Nelson Cuquel ressalta que, para o consumidor, a economia gerada pelo horário de verão é praticamente imperceptível, já que gira em torno de 0,5%. “O objetivo do horário de verão é evitar a concentração de carga em períodos muito curtos do dia, o que provoca sobrecarga no sistema elétrico. Isso é feito espalhando as cargas ao longo do dia. Com isso, o trabalho é mais eficiente e as perdas dissipadas. Quem ganha é o meio ambiente”, explica. Como vantagens indiretas do horário de verão, o gerente cita a redução das interrupções no fornecimento de energia por causa dos temporais e vendavais de verão, e agilidade no atendimento das ocorrências.