Aconteceu ontem, no Solar do Barão, em Curitiba, a 21.ª Vigília Internacional da Aids. Este ano ela foi realizada em 4,5 mil comunidades de 93 países. Com o tema “Transformando Recordações em Ações”, a vigília apresentou um vídeo e uma exposição de fotos sobre o assunto. “Mundialmente, a vigília é feita no dia 16 de maio, mas aqui optamos por esta data”, contou Semiramis Vedovatto, integrante da Organização Não governamental (ONG) Rede Sol e membro da Comissão Municipal de DST/Aids de Curitiba.

Semiramis explicou que a vigília foi estabelecida para que as pessoas pensem nos infectados, naqueles que morreram e nos que ainda estão lutando. “Também serve como uma reflexão geral”, afirmou.

Na opinião de Semiramis, a capital paranaense tem excelente programa de prevenção contra a aids, oferecendo atendimento e assistência à saúde aos infectados. “Estamos conseguindo reduzir os casos, mas também é notado um aumento no número de mulheres e crianças infectadas”, disse, destacando que também está crescendo o número de usuários de droga com o vírus.

A vigília de ontem foi em homenagem a duas das primeiras pessoas que contraíram a doença e se organizaram para trocar experiências em relação ao tratamento em Curitiba. “O Marcos Aurélio e a Albertina Volpato estão sendo homenageados. Ela foi uma das primeiras mulheres a lutar nessa questão. Naquela época a doença estava muito ligada ao homossexualismo. Ela teve força e coragem de entrar nessa briga”, disse.

O primeiro caso de aids registrado no Brasil foi em 1980. Na capital, o primeiro registro aconteceu em 1984. Até março de 2004 foram notificados 5.764 casos em Curitiba. Desses, 95,8% estavam na faixa etária de 13 a 49 anos.