A Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (Pense), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou Curitiba como a terceira capital com a maior ocorrência de bullying.

Segundo o estudo, 35,2% dos estudantes entrevistados afirmaram já terem sido vítimas desse tipo de agressão. Na capital, 70 mil alunos matriculados na 9.ª série do ensino fundamental de 44 escolas públicas e privadas foram questionados. Brasília (35,6%) e Belo Horizonte (35,3%) lideraram os casos.

O bullying é caracterizado como um comportamento que pode desencadear diversos tipos de violência. Ações caracterizadas como bullying têm como consequência a angústia, exclusão, humilhação ou discriminação da vítima.

Segundo Maria Leolina Cunha, coordenadora do Centro de Combate à Violência Infantil (Cecovi), crianças quietas, que se vestem de forma diferente, manifestam alguns traços de homossexualismo ou até mesmo se destacam pela intelectualidade são as principais vítimas.

“Sabemos que o bullying está presente em 100% das escolas públicas e privadas. Para evitá-lo é preciso uma política de conscientização. Deve-se identificar e trabalhar em cima da questão. Esses abusos causam sérios problemas no comportamento da vítima, tais como depressão e complicações futuras, pois a criança vitimada pode se tornar abusadora quando adulta”, ressalta.

Portanto, o bullying não acontece apenas em Curitiba. Segundo a Secretaria de Estado de Educação (Seed), a atuação contra esse tipo de violência acontece em três eixos de trabalho: formação continuada, ações interinstitucionais e elaboração de material pedagógico.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a Secretaria Municipal da Educação (SME) afirmou que das 179 instituições de ensino, apenas 11 se encaixam no perfil da pesquisa. Por isso, a secretaria entendeu o resultado como inexpressivo para a rede. A SME disse, porém, estar preocupada e se prevenindo no combate ao bullying.