Operação

De Curitiba ao Ceará: operação prende 10 suspeitos de golpe milionário contra idosa

Fotografia em plano médio de dois policiais civis de costas, posicionados em frente a uma aeronave oficial da corporação. Em primeiro plano e à esquerda, um policial de costas veste camiseta preta com inscrições em destaque nas costas e na manga com os dizeres "POLÍCIA CIVIL" e "PARANÁ", além de boné escuro na cabeça. À direita, outro policial de costas veste uma camisa operacional preta com a mesma identificação institucional "POLÍCIA CIVIL PARANÁ" estampada nas costas em letras brancas. No plano intermediário, ambos estão diante de uma aeronave de pequeno porte de pintura branca, com detalhes em azul e dourado na fuselagem, janelas ovais e a porta aberta com escada de acesso posicionada. Ao fundo, o pátio aeroportuário sob luz solar diurna completa a cena da operação policial.
Grupo teria enganado idosa de Curitiba. Foto: PCPR.

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu dez pessoas durante uma operação deflagrada no Estado do Ceará contra a quadrilha responsável pelo “golpe do falso advogado” nesta segunda-feira (19).

Os alvos da ação são investigados por integrar o esquema que tirou R$ 1.971.826,00 de uma idosa de 80 anos, moradora de Curitiba, após prometerem a liberação de um suposto crédito judicial de R$ 7 milhões do falecido marido da vítima.

As equipes policiais saíram de Curitiba e percorreram mais de 3 mil quilômetros até o Nordeste para cumprir os mandados de prisão e de busca e apreensão. Os alvos foram identificados como os operadores das contas bancárias que receberam, distribuíram e lavaram a dinheirama extorquida da idosa paranaense.

A investida em campo é o desdobramento direto do trabalho de rastreamento financeiro realizado pelos investigadores. Com o apoio das forças de segurança cearenses, a polícia conseguiu cercar os endereços dos suspeitos, apreender celulares, documentos e cartões bancários que devem ajudar a mapear a rota final do dinheiro e identificar os líderes do bando.

Entenda o caso

A fraude veio à tona depois que a viúva procurou as autoridades ao perceber que havia sido enganada. A quadrilha montou uma cena bem estruturada para convencer a vítima: usava o WhatsApp e chamadas de vídeo, exibia documentos com timbres clonados de órgãos oficiais — como a Caixa Econômica Federal e o Banco Central — e conversava usando termos jurídicos rebuscados.

Para liberar o suposto valor de R$ 7 milhões que a idosa acreditava ter direito, os criminosos exigiam pagamentos antecipados alegando custos de taxas, impostos e certidões. Iludida e pressionada com a promessa de receber a quantia do falecido marido, a moradora da capital realizou dezenas de transferências via Pix e depósitos bancários ao longo de semanas.

O caso já havia gerado denúncia criminal por parte da 4ª Promotoria de Justiça de Prevenção e Persecução Criminal do Ministério Público do Paraná (MPPR) contra 15 envolvidos por estelionato eletrônico. Agora, com as dez prisões efetuadas pela Polícia Civil no Ceará, as autoridades dão um passo decisivo para desmantelar a engrenagem do grupo e tentar reaver parte do patrimônio da vítima.

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