A pouco mais de três dias do encerramento da campanha de vacinação contra a gripe, Curitiba atingiu nessa terça-feira (29) a meta de cobertura estabelecida pelo Ministério da Saúde.

Acompanhamento da Central de Vacinas da Secretaria Municipal da Saúde informou que até as 11h30 foram aplicadas 203.268 doses, o que significa exatos 80% de cobertura.

De todos os segmentos alvo da campanha, apenas as gestantes estão abaixo da meta – o que leva as autoridades sanitárias a crer que o público pode ter sido superestimado pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). Das 18.647 mulheres que estariam grávidas, apenas 12.478 estão vacinadas, o que representa 66,9% de cobertura.

“Não há outra razão para o comparecimento dessas mulheres estar tão abaixo do esperado”, observou a diretora do Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal da Saúde, Karin Luhm.

As crianças entre 6 meses e 2 anos incompletos chegaram a 80% (29.842 doses) e os idosos – o público mais numeroso – a 160.826 aplicações (81.2%). Os indígenas aldeados – pequeno grupo residente na comunidade Kakané Porã, na Regional Pinheirinho – receberam 122 doses e elevaram a cobertura do segmento para 102%.

A campanha de vacinação contra a gripe segue até sexta-feira, 1º de junho, em todas as unidades básicas de saúde, no horário normal de funcionamento de cada uma. “É importante que as pessoas não protelem a vacinação porque, o quanto antes elas tomarem a dose, mais cedo estarão protegidas dessa doença, facilmente disseminada no inverno”, afirma Karin Luhm.

“Além disso, a gripe é uma doença que continua fazendo parte da rotina das pessoas, se bem que de modo muito mais restrito do que há três anos”, diz karin, referindo-se à pandemia registrada há três anos. Neste ano, em Curitiba, já foram confirmados oito casos e um óbito. Em Santa Catarina já são 23 casos – três vezes mais que no ano passado – e duas mortes.

Dose única

Igual à dose trivalente usada na campanha de 2011, a vacina destinada a essa ação tem em sua composição vírus influenza similares ao A / Califórnia / 7 / 2009 (H1N1), ao A / Perth / 16 / 2009 (H3N2) e ao B / Brisbane / 60 / 2008.

Ela é aplicada em dose única para maiores de 60 anos, grávidas e crianças entre 6 meses e 2 anos incompletos que tomaram pelo menos uma dose em 2011. As crianças pertencentes a essa faixa etária que não receberam nenhuma dose em 2011 precisarão das duas aplicações para garantir a proteção contra a influenza.

O reforço deverá ser procurado trinta dias depois da primeira dose. Para evitar esquecimentos por parte dos pais ou responsáveis, a data está sendo anotada pelos vacinadores na caderneta de vacinação infantil.