Cupins atacam museu em Ponta Grossa

O Museu Campos Gerais, em Ponta Grossa, deve reabrir somente na próxima terça-feira, após uma descupinização realizada no local. Os funcionários do museu descobriram que algumas peças de madeira, como vitrines e expositores, estavam contaminadas com cupins. Além disso, havia itens do acervo com o mesmo problema. Vitrolas antigas e armários – que foram doados para o museu – também apresentavam sinais do ataque dos cupins. O Museu Campos Gerais está vinculado à Pró-reitoria de Extensão e Assuntos Culturais da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).  

O diretor do museu e professor do departamento de História da universidade, Roberto Edgar Lamb, conta que é feito um trabalho constante de monitoramento das peças em madeira do acervo e que compõem o museu. Apesar dos cuidados e da manutenção periódica, algumas peças com cupins são doadas ao museu, propiciando a contaminação. ?A manutenção é feita pela própria equipe do museu. Mas diante da situação, era necessária uma ação mais radical e ampla. Por isso contratamos uma empresa especializada. Mas tudo foi feito com um estudo prévio?, afirma.

O método utilizado foi a descupinização com gás, no qual são montadas grandes ?redomas? com lonas. Dentro delas estão as peças. O gás é injetado nos espaços. ?Como tivemos de desmontar todas as exposições, aproveitamos para fazer o trabalho nos três andares para acervo?, explica Lamb.

O processo foi realizado na sexta-feira passada e o museu ficou totalmente fechado até a manhã da última quarta-feira, quando as janelas do museu foram abertas para a ventilação do local. O mesmo deve acontecer até amanhã. Na segunda-feira, os funcionários fazem um mutirão para remontar todas as exposições do museu. Se isto ocorrer, o espaço reabre na terça-feira, dia 8. O museu foi criado em 1983 e possui um acervo de cerca de 10 mil peças.

Eliminação

A eliminação de cupins não é nada fácil. A situação se torna ainda mais complicada em espaços de preservação, como os museus. Nesses locais, é preciso colocar em prática o controle de temperatura e umidade do ambiente.

O ideal seria uma temperatura entre 17ºC e 18ºC e a umidade relativa do ar abaixo dos 50%. ?Mas isso é difícil de acontecer, ainda mais em museus de visitação. Também é necessário fazer a estrutura correta, com as peças abrigadas longe do chão e com apoio metálico. Além disso, é essencial uma manutenção periódica?, ressalta o professor Mário Navarro, docente do departamento de Zoologia e do programa de pós-graduação em Entomologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

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